Nobre avalia mandatos no Palmeiras e fala em ‘maior responsabilidade da vida’ ao dirigir o clube

paulo nobre
Foto: Reprodução Youtube/Web Rádio Palmeiras

Na presidência do Palmeiras há dois mandatos – quatro anos – Paulo Nobre se prepara para deixar o comando do clube no próximo mês, quando Mauricio Galiotte vai assumir o Verdão. Nesta semana, em entrevista exclusiva para a Web Rádio Verdão, Nobre relatou suas experiências como presidente a afirmou que dirigir o seu clube do coração foi uma responsabilidade muito grande.

LEIA MAIS:

SEM MINA, PALMEIRAS TREINA COM QUATRO DESFALQUES NA ACADEMIA DE FUTEBOL

PAULO NOBRE VÊ PALMEIRAS PRÓXIMO DO TÍTULO, MAS DESTACA: “FALTAM DUAS FINAIS”

“Foi tão difícil quanto eu imaginava que seria. Eu só tinha uma certeza: seria a maior responsabilidade que eu já tinha tido na vida e que seria muito, muito, muito difícil. E foi exatamente assim.”

Um ponto reforçado por Nobre foi a importância de saber separa o ‘ser torcedor’ do ‘estar dirigente’. De acordo com o presidente, algumas decisões tomadas por ele não eram as mais queridas pela torcida, mas eram necessárias para uma boa administração.

“Você é torcedor e você se encontra dirigente. E você precisa entender a diferença entre essas duas posições. O torcedor não tem compromisso com administração; o dirigente tem a obrigação da administração.”

“Procurei sempre conter o torcedor dentro de mim, para poder tomar as melhores atitudes como dirigente. Muitas vezes atitudes que não eram nada populares, mas atitudes que eu serem necessárias para recolocar o Palmeiras nos eixos.”

O presidente destacou que procurou ser o mesmo em todo o tempo que esteve à frente do clube e fez algumas comparações para explicar qual era o cenário que encontrou no Palmeiras após ser eleito.

“O primeiro mandato foi para fazer a lição de casa. Um mandato de, infelizmente, dar um remédio muito amargo para salvar o paciente. Foi um primeiro mandato de reconstrução administrativa e financeira do clube para, em um segundo mandato, iniciar a colheita de tudo que foi plantado.

“Muitas pessoas falam que o Paulo Nobre aprendeu no primeiro mandato e foi um melhor presidente no segundo. Mas vamos ser bem claros. Eu fui exatamente o mesmo presidente nos dois mandatos. Só que uma caixa d’água que sai mais água do que entra, ela seca. Eu imaginava que iria pegar um terreno muito árido para cuidar para plantar. Mas não era. Era um terreno árido que tinha em cima entulho, asfalto, cimento… teve que se quebrar tudo para arar, adubar a terra. Muita reforma foi feita debaixo da terra, o que não aparece. Para construir um arranha-céu, você tem que fazer um alicerce ”

Sucessor de Arnaldo Tirone, Nobre assumiu o Palmeiras em 2013, ano que o clube retornou à primeira divisão do futebol brasileiro. Reeleito para o biênio 2015/2016 o presidente conquistou o título da Copa do Brasil de 2015 e já bancou contratações feitas pelo alviverde nos últimos anos.