Messi? Cristiano Ronaldo? Conheça o jogador de futebol mais rico do mundo

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Foto: Divulgação/Crystal Palace

De um lado, um introspectivo e genial Messi, capaz de sentar os seus marcadores no gramado com um simples gingado de corpo. Gols, títulos e lances inacreditáveis marcam a carreira de um dos melhores jogadores de todos os tempos. Do outro, a autoconfiança e a eficiência de Cristiano Ronaldo, astro do Real Madrid, da seleção de Portugal e de tantas marcas que representa pelo mundo. Qual dos dois pode ser considerado o jogador mais rico do planeta?

Nenhum deles. Quem detém este invejável rótulo é o volante francês Mathieu Flamini, que recentemente acertou contrato com o Crystal Palace, da Inglaterra, depois de ficar sem clube ao não renovar o contrato com o Arsenal. O bom poder de marcação e os passes precisos o tornaram um jogador de ponta na Europa, com direito a uma longa passagem pelo Milan, mas não foram esses atributos técnicos que o fizeram encher os bolsos mais do que Messi e Cristiano Ronaldo.

Quando atuava pelo Milan, em 2008, Flamini conheceu Pasquale Granata, um empresário que incentivou o jogador a investir em pesquisa científica na área da química. Dividindo-se entre treinamentos e jogos, o francês criou, ao lado do novo sócio, a empresa GF Biochemicals, especializada em questões climáticas e focada na busca por novas experiências.

“As questões climáticas e ambientais sempre me chamaram muita atenção, e sempre quis fazer algo a respeito. Para mim, era um grande desafio. Conheci um cientista e ele me disse que nada nunca tinha sido feito, então eu resolvi fazer. Vamos nessa direção”, contou Flamini, em entrevista divulgada pelo Esporte Espetacular, da Rede Globo, neste domingo.

Depois de tanto investir no seu mais novo negócio, Flamini enfim conseguiu comemorar uma grande descoberta. A GF Biochemicals focou os seus estudos no ácido levulínico. um dos primeiros ácidos capazes de substituir o petróleo. Até aí, nada de novidade no mundo da química. O legado do atleta é ter conseguido iniciar uma produção em escala industrial do composto e de maneira sustentável.

“O que também é muito interessante é que nós produzimos o ácido levulínico a partir da biomassa, que vem da celulose, da grama, da madeira, do milho. De todos esses tipos de matéria bruta”, explica.

Com a fórmula de produção em mãos, a empresa de Flamini colheu os frutos do sucesso com a conquista de prêmios importantes na área da química. Atualmente, as ações do grupo aumentaram e valem cerca de 25 milhões de euros. A produção em larga escala do ácido levulínico é capaz de movimentar algo perto de 78 bilhões de reais no mercado, o que torna potencialmente Mathieu Flamini o jogador mais rico do mundo, superando até Cristiano Ronaldo, que tem fortuna de 766 milhões de reais segundo a Forbes.

“Eu estou muito orgulhoso, por mesmo sem ter nenhuma formação em química conseguimos essa enorme conquista. Vencer esses prêmios de melhor produto do ano e por ser uma das pessoas mais influentes em bioeconomia. Para mim, é uma grande satisfação”.

Com fábrica em expansão em Caserta, na Itália, que já emprega 400 funcionários, a empresa de Flamini está revolucionando a química e plantando a esperança para um futuro mais saudável e um meio ambiente menos poluído. Em campo, o francês nunca será reconhecido como um craque e talvez até não seja um ídolo esportivo de nenhuma equipe. Mas a gratidão certamente virá de todas as torcidas.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.