Grêmio: veja 10 curiosidades sobre a histórica Batalha dos Aflitos

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Batalha dos Aflitos. Fotos: Divulgação/Grêmio

Quando Anderson parte com a bola em uma arrancada que vai terminar com ela no fundo do gol, recolocando o Grêmio de volta à elite brasileira depois de um jogo em que terminou com apenas sete jogadores em campo e dois pênaltis salvos, estava mais do que óbvio que o feito se eternizaria como uma das maiores glórias do tricolor gaúcho.

No dia 26 de novembro de 2005, o Grêmio venceu o Náutico, o juiz, a torcida adversária, o ambiente hostil e quem mais viesse pela frente também sucumbiria à força da camisa tricolor, que, pesando mais de uma tonelada, não só garantiu o time na primeira divisão do ano seguinte como ajudou a superar uma série de dificuldades que o time viveu naquela tarde – e que o torcedor poderá relembrar a partir de agora.

Na semana em que o feito completou 11 anos, relembre 10 curiosidades marcantes sobre a lendária partida:

1 – O drible na torcida do Náutico na chegada gremista ao aeroporto dos Guararapes foi graças a um funcionário do local, torcedor fanático do Sport, que indicou o caminho errado aos torcedores, que portavam suas faixas, bandeiras e muito barulho. Por um discreto portão lateral, a delegação gaúcha saiu de fininho rumo ao hotel.

2 – Com o ônibus atravessado no portão do estádio, uma divisória de metal impedia a abertura da porta do veículo e a descida dos jogadores. Luis Carlos Silveira Martins, o Cacalo, ex-presidente do Grêmio, resolveu o problema de um jeito delicado: com uma voadora no portão de metal, abriu espaço para os atletas saírem.

3 – No intervalo, o barulho irritante de uma campainha alojada no teto obrigava Mano a gritar no ouvido de cada jogador para passar instruções. Henrique Valente, fisioterapeuta do clube, do alto dos seus 1,89m, subiu nas costas do zagueiro Domingos, alcançou a fiação e destruiu completamente o objeto, ganhando aplausos dos demais jogadores.

4 – No meio das reclamações após o segundo pênalti e a correria contra o árbitro, antes da invasão dos policiais, Marcelo Costa, em vão, tentou acertar um chute na bunda do árbitro Djalma Beltrami.

5 – Odone, o presidente, desesperado antes da batida do pênalti, consultou o seu assessor Renato Moreira e pensou em tirar o time de campo: “Renato, o que acontece se terminar agora?”. Ouviu: “As sanções serão muito pesadas, presidente”.

6 – O meia Marcel, irritado com a marcação de um novo pênalti ao Náutico, foi até a área próxima aos torcedores gremistas e fez sinal para que invadissem o gramado.

7 – Domingos, o último a ser expulso, quebrou uma das portas de madeira do vestiário e com um pedaço de pau demoliu o local. Primeiro, as pias. Depois os espelhos, os chuveiros, bancos e os canos. Mas ele tinha a justificativa para a fúria: “Estão nos roubando”.

8 – Enquanto a confusão não terminava, Marcel cavava um buraco na marca do pênalti para tentar dificultar a cobrança dos pernambucanos.

9 – Óleo nas paredes, tinta fresca, querosene e solvente davam uma tremenda sensação de desconforto com o cheiro no vestiário cedido ao time gaúcho.

10 – No meio da torcida do Náutico, os gremistas puderam ver um colorado orgulhosamente segurando a seguinte faixa: “Secando o Grêmio onde o Grêmio estiver”.

Relembre o gol do Grêmio



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.