Grêmio quer que jejum de títulos sirva de “estímulo” na final da Copa do Brasil

Despacito
Foto: Lucas Uebel/Fotos Públicas (22/10/2016)

Já se passam 15 anos sem que a torcida gremista possa comemorar um grande título. Desde 2001, quando o Grêmio venceu a Copa do Brasil sobre o Corinthians, o clube não voltou a vencer conquistas de maior expressão e com isso gerou uma imensa ansiedade no apaixonado torcedor. O grito preso na garganta pode estar prestes a ser solto: a partir da próxima quarta-feira, o tricolor inicia a decisão da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, em Minas.

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Ciente da necessidade do título para quebrar a longa fila, o vice-presidente de futebol Adalberto Preis revelou em entrevista que o clube pretende usar o jejum como “estímulo” ao elenco. A diretoria e a comissão técnica, segundo ele, estão trabalhando no sentido de não deixarem os jogadores pressionados.

“Passamos aos jogadores que eles não são responsáveis pelos 15 anos sem títulos de expressão, mas eles podem ter a glória de romper isso. Os 15 anos (sem título) têm de ser um estímulo, e não um fardo sobre os ombros”, afirmou Preis.

Perguntado sobre a preparação para a final diante do Atlético-MG, o dirigente garantiu estar “tranquilo”, diferente do sentimento antes dos jogos contra Palmeiras e Cruzeiro, nas fases anteriores.

“Estou ansioso, é claro. Mas nervoso eu estava antes do jogo contra o Palmeiras, o jogo do Cruzeiro. Para essa final, estou muito tranquilo. Não que eu esteja vendo uma vantagem ou favoritismo do Grêmio. É porque vencemos o virtual campeão brasileiro, uma equipe “copeira” que é o Cruzeiro. Chegamos com mérito na final, o que significa que nos habilitamos a vencer. Vamos enfrentar um grande clube e uma grande equipe”, disse.

Após o título de 2001, o Grêmio bateu na trave em algumas ocasiões, sendo vice-campeão da Libertadores em 2007 e do Brasileiro nos aos de 2008 e 2013. A quebra do jejum poderá vir justamente na competição em que é especialista e maior vencedor ao lado do Cruzeiro, com quatro conquistas.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.