Fred revela bastidores da sua chegada ao Atlético e condição que envolvia o rival

Fred Atlético-MG
Foto: Bruno Cantini/CAM
Em pouco tempo de clube, mais precisamente cinco meses desde a sua vinda, Fred já considera o Atlético-MG a sua casa. O carinho e confiança depositada pela torcida teve rápido retorno dentro das quatro linhas. Os 14 gols vestindo a camisa do Galo neste Brasileirão colocam o jogador como artilheiro do campeonato faltando dois jogos para o término.

Na Copa do Brasil, como já havia atuado pelo Fluminense na fase de grupos, bastou Fred a dolorosa tarefa de apenas torcer para os seus companheiros. A angústia de estar nas arquibancadas e não ter a chance de alguma forma modificar o placar sofrido na última quarta-feira, foi classificado pelo atleta como um verdadeiro sentimento de “impotência”. Apesar do revés, ele ainda acredita em uma reviravolta no cenário que neste momento é desfavorável.

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Não existe sensação pior para um jogador que a de impotência. E na quarta eu me senti assim, de pés e mãos totalmente atados. Sinceramente, mesmo após o resultado adverso, eu preferia mil vezes estar dentro de campo lutando junto com meus companheiros, porque esse é o espírito que sempre deve prevalecer em qualquer grupo. Como todo atleticano, também acredito que nosso time tem totais condições de ir lá e devolver o resultado. E, se for para os pênaltis, o São Victor nos salvará“, afirmou Fred em entrevista ao Globoesporte.com.

A sua vinda para o Atlético acabou sendo bastante comentada na ocasião, até pela identidade que tinha pelo maior rival do Galo, o Cruzeiro. No entanto, Fred revela que foi sua decisão estrear justamente contra a Raposa. A partir daí, houve uma mobilização da diretoria para que ele estivesse em condições legais para entrar em campo.

Vou contar uma história que pouca gente sabe. Ficou definido que eu realmente viria pro Atlético numa sexta-feira à tarde e todo mundo já tinha se conformado de que não daria para fazer a transferência a tempo de eu jogar o clássico. No entanto, foi uma condição minha, eu queria ir para estrear no domingo. Todos me olharam assustados, disseram que era muito difícil, mas eu respondi para eles: “Não é impossível”. A mobilização foi grande, e enquanto não tive a certeza de que meu nome estava no BID, não sosseguei. Graças a Deus, pude estar em campo mesmo com apenas um treino rápido com o grupo [um rachão] e marquei um gol na estreia. Infelizmente, o resultado não foi favorável para nós, mas aquele peso do meu passado no rival desapareceu logo na estreia. Muito se falou sobre eu comemorar ou não um gol contra o Cruzeiro. E ali ficou claro que vim com a intenção de conquistar meu espaço no coração da torcida do Galo. Na verdade, pensei que fosse ser recebido sob muita desconfiança, mas quando entrei em campo e a torcida logo começou a cantar a minha música “o Fred vai te pegar”, senti que ali começava uma história diferente. E isso me deu muita confiança naquele dia“, contou ele.

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