Everton explica como o popular “rachão” ajudou o Grêmio contra o Atlético-MG

Everton
Crédito da foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

A partir da expulsão de Pedro Rocha na metade do segundo tempo, o Atlético-MG partiu para cima do Grêmio para tentar descontar a vantagem de 2×0 do oponente na final da Copa do Brasil. Em um primeiro momento até conseguiu, com um belo gol do zagueiro Gabriel, mas o golpe fatal veio logo a seguir. E, segundo Everton, autor do gol, o lance foi uma repetição do que ocorre nos treinamentos recreativos, o popular “rachão”.

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De tanto rebater bolas, dar carrinhos e desarmar os rivais ao longo do jogo, Geromel resolveu se aventurar ao ataque como um legítimo ponta direita. Como nenhum adversário se aproximou com ênfase, ele foi conduzindo a bola até a linha de fundo, quando observou Everton livre na área e efetuou um cruzamento certeiro.

“Ele (Geromel) costuma fazer isso no rachão (recreativo). Fizemos isso no último, ele costuma dar essas arrancadas. O gol foi igual, se repetiu aqui”, revelou Everton.

Everton entrou no decorrer do segundo tempo com a missão de tentar ganhar alguma bola no setor de ataque e assim ganhar minutos preciosos para segurar a vantagem. Mas fez mais do que isso. Com o terceiro gol anotado por ele, o Grêmio pode até perder por 2×0 o jogo de volta que mesmo assim será campeão.

“Me perguntei: será que foi gol ou não? Não acreditei. Só depois saí para comemorar”, brincou Everton, revelando incredulidade por ter marcado um gol tão importante.

Com a vantagem de ter feito 3×1 fora de casa no jogo de ida, no Mineirão, o Grêmio deu um passo enorme para chegar ao pentacampeonato da Copa do Brasil e dar fim ao incômodo jejum de grandes títulos, que já dura desde 2001. O capítulo final dessa história ocorre na próxima quarta-feira, na Arena.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.