Opinião: demissão de Marcelo Oliveira nos faz pensar sobre a dança dos técnicos

Crédito da foto: Bruno Cantini/CAM

No início desta tarde de quarta-feira (23), o São Paulo despediu do técnico Ricardo Gomes. Mas, pelo menos no clube paulista, era tudo caminho para o ídolo Rogério Ceni assumir o comando da equipe em 2017.

No entanto, a cultura de demitir treinadores no Brasil passa dos limites. Times de Série A, como o Internacional, está com o 4º técnico no ano, o que talvez explique a situação do time no campeonato.

Essa má cultura, infelizmente, sempre esteve presente nos clubes brasileiros, desde a Seleção ao lanterna da Série D. Dirigentes que só pensam nos resultados, cedem à pressão da torcida e não pensam no time, mas, sim, na sua reeleição. Os treinadores, por sua vez, também têm uma certa culpa, aceitando contratos curtos e saindo de uma boa situação, onde o salário é menor e indo para uma “fria”.

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E essas demissões são tão impressionantes que 24 horas após o São Paulo demitir o seu treinador, o Galo resolve demitir o seu: Marcelo Oliveira. Após a derrota por 3X1 na primeira partida da final da Copa do Brasil, não resiste ao cargo. Incrível!

Em 2015, o Cruzeiro demitiu Marcelo, pois o clube passava por uma má fase. No mesmo ano, já no Palmeiras, ganhou a Copa do Brasil e não fez uma boa campanha na Copa Libertadores da América, não passando nem pela fase de grupo. No caso do Verdão, a troca deu certo, que é algo raro no futebol.

A continuidade nunca é uma opção. O resultado é o que importa. Não é de relevância se o time jogou bem ou não. Ganhou, ficou. Perdeu, saiu. Infelizmente é assim. O que nós, meros torcedores podemos fazer a respeito? Simples, não pedir a cabeça de técnicos apenas pelos resultados. Ter paciência e entender que o grupo tem que absorver a ideia de seu novo comandante.