Antes de “final” contra o Cruzeiro, Alex cita Fernandão em entrevista

Alex
Foto: Alexandre Lops/Internacional

Em menos de um mês, o Inter estará comemorando 10 anos da conquista do Mundial sobre o Barcelona. Daquele time que cravou a bandeira colorada no topo do mundo, apenas Alex deverá estar em campo neste domingo, contra o Cruzeiro, já que o lateral Ceará não treinou entre os titulares durante a semana. Neste sábado, em entrevista coletiva, o camisa 12 do Inter tratou de lembrar o grande capitão daquela conquista para agrupar forças na “final” contra os mineiros.

LEIA MAIS:

Schweinsteiger no Santos? Relembre outras especulações bizarras do futebol brasileiro

Veja sete jogadores que retornam de empréstimo ao Grêmio em 2017

Morto em um trágico acidente de helicóptero no início de junho de 2014, Fernandão virou estátua no pátio do Beira-Rio e jamais deixou o imaginário dos torcedores colorados. Em seu período no Inter, o antigo capitão sempre teve em Alex um grande amigo e juntos dividiram glórias do tamanho de um Mundial e de uma Libertadores. Relembrando um discurso do ex-camisa 9, Alex pediu forças dos demais companheiros por uma vitória sobre o Cruzeiro.

“Tudo é possível se você vai lá, queira e busque o algo a mais. Aquilo que o Fernandão falou para nós no Mundial? Dar seu máximo, mas quando achar que deu o máximo, vai dar o algo a mais. Futebol não dá oportunidades se não escrever uma história. A gente vê pessoas conquistando coisas e acha que é fácil. É trabalho e capacidade por trás disso. Acima de tudo, alguém que se dedica e está disposto a sofrer, apanhar e ter dor para conquistar. O mérito estamos para provar, vencer mais no começo, é o momento mais fácil. Agora é o momento de mostrar méritos”, frisou Alex.

Para o Inter, o jogo contra o Cruzeiro é considerado de alto risco. Qualquer outro resultado que não uma vitória deverá deixar praticamente impossível a permanência na Série A. Em 17° lugar com 39 pontos, o colorado precisa tirar a vantagem de três pontos do Vitória nas duas rodadas derradeiras. Do contrário, jogará pela primeira vez a Série B. Ciente do momento delicado, a diretoria colorada preparou uma estrutura contra vandalismo e possíveis protestos dos torcedores.

“A gente não tem condição de convencer o torcedor falando. Tem muitos que falam que a gente fala muito e tem feito pouco, mas tem que vir. A gente não tem o que cobrar do torcedor. O torcedor é a resposta do que a gente faz em campo. Independente de qualidade, preferências e nomes. Se o clube se dedicar, suar a camisa, estará com a gente. Não posso vir aqui, temos pouco direito de falar para o torcedor, devemos muito para eles esse ano. Tenho certeza que vai vir e apoiar. Vai prosseguir ou não dependendo do que a gente fizer em campo”, acrescentou o meia.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.