Análise: Grêmio de Roger Machado ou de Renato Portaluppi?

Créditos: Grêmio Oficial
Créditos: Grêmio Oficial

O Grêmio de Porto Alegre, foi até Belo Horizonte enfrentar o Atlético-MG, pela primeira partida da grande final da Copa do Brasil e mais uma vez o Tricolor escreveu seu nome no Mineirão. Em mais uma apresentação de gala, o time gaúcho, assim como já tinha feito contra o Cruzeiro – partida válida pelas semifinais da Copa do Brasil -, venceu, convenceu, dominou e liquidou com a final já no primeiro jogo. O Tricolor gaúcho apresentou novamente um futebol fantástico, com uma dupla de zaga consolidada, um meio de campo forte, formado por bons jogadores que sem a bola não se importam em serem operários e na frente jogadores muito organizados e lampejos de genialidade.

Observando o jeito de jogar do time do Grêmio a pergunta que fica é: esse time é de Roger Machado ou de Renato Portaluppi?

Roger Machado chegou ao Grêmio em meio a um turbilhão de notícias negativas, o tricolor não conquista um título há muito tempo, herdou a saída confusa do técnico anterior, Luiz Felipe Scolari  – Felipão. Mas com muita tranquilidade e trabalho, deixou de ser visto como uma aposta, apresentando um futebol de muito toque, com uma equipe que surpreende, que tem muita força e qualidade no meio de campo, jogando um futebol “moderno”, de muitos toques e preenchimento de espaço. E assim, naturalmente os placares positivos foram aparecendo, fazendo com que o treinador e sua equipe virassem a nova sensação do futebol brasileiro. E com toda justiça! Mas em meio às vitórias e o bom futebol, o bom treinador Roger, vivera momentos de fracasso, foi assim na eliminação para o Juventude, no Campeonato Gaúcho, na eliminação da Libertadores de 2016, perdendo para o Rosário Central e não conseguindo se livrar das temidas bolas aéreas, motivo de muitas derrotas da equipe gaúcha. A série de maus resultados no returno do Brasileirão foi demais para o promissor técnico do Grêmio e após a derrota para a Ponte Preta o casamento entre Grêmio e Roger teve seu fim.

Com a saída de Roger Machado a direção do Grêmio não perdeu tempo e contratou imediatamente o ídolo maior da torcida, Renato Portaluppi. Impressionantemente, Renato gozou de muita humildade na sua chegada dizendo que falaria com o seu antecessor e manteria o que de bom a equipe tinha. E como fato raro no mundo de hoje, Renato não apenas disse, como praticou o que falou! Em pouco tempo de trabalho, Renato, mesmo sendo contestado por seu trabalho, inclusive por mim que vos escrevo, manteve o DNA que Roger tinha dado para esta equipe e aos poucos foi colocando a sua personalidade, não apenas com a questão motivacional, mas com conhecimento de campo, algo que era muito questionado nos trabalhos de Portaluppi. Renato, com menos de 5 meses de trabalho, conseguiu manter, até mesmo aprimorar o legado de Roger, resolveu o problema da bola aérea, terror do Grêmio nos últimos dois anos, corrigiu o posicionamento defensivo, recuperou Ramiro, jogador que dá todo o suporte para dinâmica que imprime a equipe gaúcha, quando muitos pediam que Everton fosse titular no lugar do Pedro Rocha, ele acreditou no menino Pedro, sem perder o outro menino Everton. Enfim, são muitas as alterações fundamentais que Portaluppi conseguiu fazer em cima de um esqueleto criado pelo seu antecessor.



Estudante de direito e colaborador dos sites: Torcedores.com e ONDDA.com.