Lançamento do livro Palmeiras – O Brasil de coração italiano

O Lançamento do livro Palmeiras – O Brasil de coração italiano será no dia 17 de dezembro, na loja Futebol Super Store, do Museu do Futebol/Pacaembu. Das 14h às 19h.

Terminei meu livro pelo começo. A parte mais difícil de escrever foi a apresentação, por isso, foi a última. Naquele espaço eu poderia transbordar toda a emoção contida durante dois anos de pesquisas, entrevistas, viagens e paixões.

O sentimento era ao mesmo tempo, simples e complexo. Tanto que me fez entender o real significado da frase do ilustre e saudoso Joelmir Beting:
“Explicar a emoção de ser palmeirense, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

Não é força de expressão de torcedor fanático. É o sentimento de quem vive o Palmeiras, conhece e se entrega.
Hoje, quero apresentar para você um pedacinho do que é o ‘Palmeiras: o Brasil de coração italiano”.

COMO NASCE UM SONHO?

O livro ‘Palmeiras: o Brasil de coração italiano’ surgiu da necessidade de externar um sentimento compartilhado com outras 16 milhões de pessoas. O ato de torcer por um clube de futebol pode estar ligado a diversos fatores. Neste caso, a motivação partiu da vontade de dar continuidade ao legado instituído por meu avô, Vivalde de Paula Barbosa.
A trajetória do Palmeiras está intimamente ligada à vinda de milhares de imigrantes italianos para o Brasil. Foi dessas mãos calejadas que nasceram muitas mudas de café e também o ‘Palestra Italia’. Estava formado um elo entre o Brasil e a Itália.

Para entender essa história, há que se mergulhar na vida dessa parcela da população que rumou para o Brasil por volta de 1900 e buscava ‘fazer a América’.
As limitações sociais eram cada vez mais acentuadas na época em questão, e trazer essa realidade para os dias atuais foi uma tarefa ao mesmo tempo simples, dada a forma cíclica com que o preconceito ocorre, mas também minuciosa, por se tratar de um período entre guerras e, principalmente, em que a informação nem sempre era um direito de todos.

Apesar de simbólica diante da imensidão do acervo espalhado da história do Brasil, diversas informações foram coletadas e expostas através de um personagem multifacetado, criado especialmente para ser o porta-voz de tudo isso. E ninguém melhor para representar cada palmeirense do que um palestrino de coração.

O vovô escolhido para narrar essa história, nasceu por meio dos depoimentos de grandes nomes que ajudam a compor a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Esse personagem ganhou vida nas palavras muitas vezes emocionadas de quem viu e viveu parte dos 102 anos de história do clube.
Mauro Beting (que inclusive é autor da contracapa), Ademir da Guia, Valdir de Moraes, Fernando Razzo Galuppo, José Roberto Christianini, Luciano Pasqualini, José Paulo D’angelo Cucci, José Ezequiel Filho, Daniel Grandesso, Fábio Finelli, Fábio Menotti, Bruno Alexandre Elias, Diógenes Sousa, Julio Cezar Ragazzi, Edward Leme entre tantos outros palestrinos que emprestaram sua história para compor a minha.

O desafio ao qual me propus a vencer começou em um 14 de agosto de 2012. Pouco antes das cinco da manhã. O atraso fez com que o nervosismo desse lugar à pressa. Material colocado rapidamente dentro da mala, e na bagagem uma vontade imensa de saber mais, muito mais.

Na rua, as luzes dos postes clareavam os passos rumo à rodoviária. No topo do morro, a única cor era a da árvore de ipê amarelo florida a enfeitar a velha calçada.
Já no ônibus, o sono pedia licença, mas a ansiedade dava um chega pra lá. Olhos atentos ao lembrete de um amigo do passo a passo em São Paulo. Cidade grande, gente estranha, uma mochila e um caderno na mão onde o brasão do clube do coração não me deixava esquecer em busca do quê eu estava.
No metrô, a noite já virou dia. Armênia, Tiradentes, Luz, São Bento e, finalmente, a luz do dia lá fora avisava que a Barra Funda chegou.
Começa aí um caminho sem fim. A história do clube nunca acaba. São retalhos que compõem vidas e vidas que compõem um time.

Muitos dias como esse se seguiram e tornaram-se parte da rotina semanal. São tantas as histórias que partiram dessa minha história. Cada dia em São Paulo, no Palmeiras, representava uma nova emoção.
Dia 22 de setembro de 2012 encerrou-se o ciclo de entrevistas. Conhecer a história do clube de coração tão a fundo e poder retratá-la tão apaixonadamente, sem deixar de lado o cunho jornalístico, foi um presente.

Agora é hora de ir. Atrás de mim os portões se fecharam. Em frente os portões estão apenas se abrindo.
O dia termina como começou… Na noite. A viagem de volta é longa, na cabeça mil coisas para contar e na bagagem? Uma vontade imensa de saber mais, muito mais.

Mais do que um trabalho de conclusão de curso, este foi um trabalho de carinho dedicado com amor ao responsável pelo sangue verde das veias. Ao patriarca da família Barbosa, ao palmeirense convicto: Sr. Vivalde de Paula Barbosa, o vô Vivalde!



Curiosa por natureza e jornalista de formação. Sou autora do livro Palmeiras - O Brasil de coração italiano. Escrever sempre foi um hobby e vender por meio da mensagem tornou-se profissão. Formada desde 2012, hoje me especializo em Comunicação de Marketing em Mídias Digitais.