3 motivos que fazem a defesa brasileira ser uma fortaleza com Tite

Crédito da foto: Lucas Figueiredo/CBF

Tite está invicto no comando da Seleção Brasileira, status confirmado após a vitória sobre o Peru por 2 a 0, na madrugada de quarta-feira (16). Um dos responsáveis pelo excelente início é o desempenho do sistema defensivo – apenas um 1 gol sofrido. Mas o que foi que aconteceu com a defesa brasileira?

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1 – Todo mundo marca. Até Neymar

O mito de que craque não precisa se preocupar com a marcação caiu por terra. Nos poucos treinamentos que teve, Tite conseguiu passar a mensagem que todos são responsáveis por ocupar espaços. Contra a Argentina, no Mineirão, Gabriel Jesus dava o primeiro combate, à frente dos outros. Neymar e Philippe Coutinho um pouco mais atrás, vigiavam suas zonas. Antes, apenas o volante marcava de fato. Essa mudança de comportamento faz toda a diferença.

2 – Linhas defensivas bem postadas

Duas linhas de quatro jogadores, bem próximas umas das outras, dificultam a movimentação dos atacantes adversários. Na primeira, Filipe Luis, Miranda, Marquinhos e Dani Alves. Na segunda, Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Coutinho e Neymar. Assim,  sempre tem alguém próximo do adversário, seja no recebimento da bola ou no deslocamento para (tentar) receber. Essas linhas se mantém organizadas, isso é, flutuam coordenadamente – mais gente, menos espaço.

3 – Pressão. Pressão. Eu já disse pressão?

Quem se lembra do Corinthians campeão em 2012 e em 2015 (ambos comandados por Tite) sabe que a ligeira retomada de bola no meio campo para a rápida transição ao ataque foi responsável por diversas vitórias do alvinegro paulista. Pressionar o jogador adversário, com intensidade e sem desgaste extremo é uma das especialidades de Tite. Assim, a Seleção recupera a bola rapidamente – Fernandinho, Paulinho e até Renato Augusto cumprem com louvor essa função – e, quando não arma o contra-ataque fulminante, retoma o controle da bola. E do jogo. Se o adversário não ataca, não faz gol.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias