Veja o que Edílson falou sobre a expulsão e a confusão com Dourado

Edílson
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Um dia depois de ter sido um dos personagens polêmicos do Gre-Nal 411, que terminou empatado em 0x0, o lateral Edílson compareceu à coletiva de imprensa nesta segunda-feira e deu explicações aos jornalistas sobre a sua expulsão no jogo. Ele levou vermelho do árbitro alagoano Francisco Nascimento depois de acertar dois socos no rosto do volante colorado Rodrigo Dourado, que também foi expulso.

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Edílson admitiu que errou e concordou que foi expulso de forma correta, mas descartou pedir desculpas ao volante Rodrigo Dourado sob a alegação de que não são amigos. “Melhor deixar isso para lá”, disse o gremista. Ele também justificou sua ação pela iniciativa de Vitinho, que se envolveu em confusão com Kannemann dando início à polêmica.

“Gre-Nal é um jogo com adrenalina a mil. O lance começou com o Vitinho dando dois socos no Kannemann e eu acabei chegando com tudo na roda, no tumulto. Não sou louco de dar porrada do nada, mas eu errei. Errei de dar o soco. Mas só fiz o que fiz por ser revide. Se olharem o lance, o braço dele pega no meu nariz. Eu sangrei e fui revidar”, explicou Edílson.

“Quero deixar bem claro que estou ciente da minha atitude, errei, pedi desculpas ao meus companheiros. Quero pedir desculpa ao Renato, ao torcedor. Mas só aconteceu aquilo por ser um revide. Eu teria de ir para o UFC e não jogar futebol, se não fosse por isso”, acrescentou.

Em 2012, Edílson também viveu um episódio semelhante na semifinal da Copa do Brasil. No jogo de volta entre Grêmio e Palmeiras, em São Paulo, ele acertou um soco no zagueiro Henrique, que atualmente defende o Fluminense. Neste ano, o lateral foi expulso contra o América-MG, após uma entrada violenta em um atacante adversário. O jogador não teme que o rótulo de “bad boy” o acompanhe.

“Não temo (rótulo de violento). Claro que é chato dar uma coletiva sobre um lance desses. A gente queria estar falando de vitória, gols, mas não temo. Eu sempre tento, no jogo, ser leal. Jogar firme, como eu jogo, mas não chegar para machucar ou ser desleal. E o que aconteceu foi que era clássico, os nervos estavam à flor da pele. E já me desculpei, peço desculpas aos jogadores e ao Renato. É com eles que convivo e que tenho que dar satisfação”, colocou.

Como punição automática, ele não enfrentará o Figueirense, em Santa Catarina, no próximo final de semana pelo Brasileirão. Mas estará à disposição de Renato para o jogo de quarta-feira, contra o Cruzeiro, fora de casa, pela ida da semifinal da Copa do Brasil.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.