Jô relembra ausência em viagem do Inter: “Estava de ressaca, não tinha como”

Jô
Foto: Alexandre Lops/Arquivo/Inter

“Cadê o Jô?”, perguntavam os companheiros de Inter minutos antes de ingressarem no avião e viajarem à Bolívia, onde em uma quarta-feira enfrentariam o The Strongest, da Bolívia. Sem o centroavante, a delegação colorada partiu para o compromisso da Libertadores e a diretoria deixou para resolver no Brasil a situação do jogador. Era o início de sua derrocada no clube gaúcho.

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Fernandão, então diretor de futebol do Inter, revelou que tentou o contato telefônico com o atacante para descobrir seu paradeiro. Em vão. Jô não atendeu e irritou o dirigente: “Nos pegou de surpresa. Quando cheguei, o Jô já tinha saído do Beira-Rio. Tentei contato por telefone e não consegui”, disse, na época, Fernandão.

Passados quatro anos do episódio, Jô relembrou abertamente a situação e revelou que “exagerou” no dia anterior à viagem. Em entrevista ao portal Globoesporte.com, ele contou que acabou bebendo além do que deveria e que não esteve em condições de acompanhar a delegação colorada na viagem à La Paz.

“Teve um episódio no Inter que deixei de viajar para um jogo na Libertadores, que foi contra o The Strongest. Bebi um dia antes. O jogo era numa quarta-feira, íamos viajar numa segunda-feira. Acabou o jogo do (Campeonato) Gaúcho no domingo e fui beber. Saí e cheguei tarde em casa. E dormi. Estava separado na época. Até acordei no horário, mas de ressaca, não tinha como. E não fui. Muita coisa saia na mídia. Poderia ter me resguardado mais, minha família, minha esposa”, revelou Jô, demonstrando arrependimento.

Após o “sumiço”, Jô recebeu uma punição relativamente branda da diretoria colorada: multa e curto afastamento do grupo principal – voltou 10 dias depois. Reintegrado, ele voltou a ter um ato de indisciplina no clube. Após a desclassificação na Libertadores daquele ano para o Fluminense, no Rio de Janeiro, ele foi flagrado em uma festa com o meia Jajá Coelho, também do colorado. Fim da linha para os dois no Beira-Rio.

“Alguns treinos que faltei por causa de noite. Ou voos que perdi porque bebi muito e não me apresentei. Me arrependo, porque sou profissional. Graças a Deus, nunca passei perto da morte, um acidente de carro”, salientou Jô, que garante ter parado de beber e que mudou de vida após uma conversão religiosa. O “novo” Jô negocia e pode voltar ao Corinthians em 2017, voltando à equipe que defendeu no início da carreira.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.