Corinthians: sentimentos de abatimento e incentivo

Foto: Daniel Augusto Jr. - Agência Corinthians

A queda na Copa do Brasil, diante do Cruzeiro, no Mineirão, pelo placar de 4×2, frustou os jogadores do Corinthians. Mesmo o time tendo vencido a primeira partida em São Paulo pelo placar de 2×1, o time paulista não conseguiu evitar o revés do time mineiro, que no placar agregado, venceu o confronto por 5×4, e avançou a próxima fase da competição nacional. Os jogadores demonstraram tristeza ainda no vestiário do estádio. O grupo sabia da importância da classificação, pois manteria viva, a expectativa de um título neste ano, tão irregular.

Para tentar reanimar o grupo, houve uma conversa no hotel em que a delegação estava hospedada, logo após a partida.Podemos dizer que a “pequena reunião” foi realizada durante o jantar. A conversa foi conduzida pelo presidente Roberto de Andrade, pelo gerente de futebol Alessandro Nunes e pelo técnico Oswaldo de Oliveira. O tom foi de tranquilidade, paciência e compreensão, considerando o momento de transição que todos vivem. E a prosa serviu também para tentar motivar os jogadores para o restante da temporada. Serão sete jogos para tentar buscar a vaga na Libertadores da próxima temporada.

Antes da entrevista aos jornalistas, Alessandro disse que o torcedor corintiano tem que se lembrar que Oswaldo de Oliveira não tem culpa da eliminação na Copa do Brasil, pois foi apenas o segundo jogo a frente da equipe:

– Não dá para fazer avaliação de treinador, ele está há dias no trabalho. Está mantendo o que o Fábio Carille vinha fazendo e, agora, com semanas de trabalho, vai poder aplicar o que quer. Que sejamos nós cobrados (pela torcida): eu, o presidente e os atletas. Mas não o Oswaldo, que acabou de chegar e não conseguiu fazer nada ainda. Ele terá tempo para fazer seu melhor. Disse o gerente de futebol ao site Globoesporte.com

Os jogadores ficaram chateados com o resultado final do jogo de ontem. Um dos mais chateados no pós jogo, era Walter, que sofreu quatro gols na partida. Isso não acontecia com o Timão desde novembro de 2014, quando o Corinthians perdeu por 5×2 para o Fluminense. Segundo o goleiro, o pênalti que foi batido por Ábila, era “defensável”. A chateação virou tema de conversa entre todos os jogadores, no vestiário e também no hotel.

Alguns atletas consideraram o árbitro Wilson Pereira Sampaio como vilão do jogo, entre eles Rodriguinho. Além de discordar da marcação do pênalti de Pedro Henrique em Arrascaeta, os jogadores questionavam os critérios usados pelo goiano, na marcação de faltas e no tempo de acréscimo do segundo tempo, em que ele adicionou quatro minutos ao tempo de jogo . A insatisfação foi tanta, que logo após o apito final, os jogadores do Timão cercaram o árbitro. E a reclamação continuou mesmo fora de campo, em entrevistas e no hotel.

O Corinthians retorna para São Paulo nesta quinta-feira. Haverá um treino nessa tarde no CT Dr. Joaquim Grava, mas não será aberto para a imprensa. É provável que seja apenas um treino leve, para recuperação dos atletas, já pensando no próximo compromisso, que será domingo, no Maracanã, contra o Flamengo.