Nos últimos anos, clubes brasileiros são fregueses de colombianos em mata-mata

Arte: Reprodução/Twitter oficial da Conmebol

Nesta quarta-feira, às 21h45, dois confrontos Brasil x Colômbia agitam as quartas de final da Copa Sul-Americana. A Chapecoense vai a Barranquilha para enfrentar o Junior, enquanto o Coritiba, no Couto Pereira, recebe o atual campeão da Copa Libertadores da América, o Atlético Nacional. Os colombianos não apenas são os atuais campeões das duas principais competições do continente – o Independiente Santa Fe venceu a Sul-Americana do ano passado – como também tê sido uma pedra no sapato das equipes brasileiras em mata-mata nos últimos tempos.

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De 2011 para cá, times brasileiros encontraram times colombianos 19 vezes em partidas eliminatórias, tanto pela Copa Libertadores da América, quanto pela Copa Sul-Americana. O resultado é avassalador para os colombianos: 13 a 6.

A freguesia começou a tomar contornos em 2011, quando na fase preliminar da Libertadores o Deportes Tolima foi o responsável pela primeira, e única até o momento, eliminação de um time nesta fase da competição. Depois de empatar por 0 a 0 em São Paulo, a equipe colombiana venceu o Corinthians por 2 a 0 em Ibagué.

Ainda naquele ano, o Once Caldas protagonizaria uma das grandes surpresas da competição. Com a pior campanha dentre os classificados às oitavas de final, o time venceu o Cruzeiro, que até então era chamado de “Barcelona das Américas”, por 2 a 0 em Sete Lagoas, reverteu a derrota por 2 a 1 que havia sofrido em Manizales e se classificou para as quartas, para enfrentar o Santos. O Peixe vingaria os brasileiros naquela ocasião, vencendo os colombianos por um placar agregado de 2 a 1. Na Copa Sul-Americana daquele mesmo ano, o Botafogo foi eliminado para o Independiente Santa Fe, depois de perder por 4 a 1 em Bogotá.

Em 2012, o Inter passou sem problemas pelo Once Caldas na fase preliminar da Libertadores, mas a Copa Sul-Americana reservaria uma surpresa colombiana para os brasileiros. Nas oitavas de final, o Palmeiras venceu o Millonarios no Pacaembu por 3 a 1. Porém, em Bogotá, o Verdão perdeu por 3 a 1 e foi eliminado. Na fase seguinte, os colombianos enfrentaram o Grêmio e, novamente, foram buscar o resultado em casa, dessa vez com contornos dramáticos. Depois de ter sido derrotado por 1 a 0 no Olímpico, o Millonarios venceu o Tricolor na partida de volta por 3 a 1, com o gol da classificação sendo marcado pelo ex-colorado Rentería, aos 48 minutos do segundo tempo.

Em 2013, mais cinco confrontos e novamente melhor para os cafeteros. Nas oitavas de final da Libertadores, o Grêmio viu de novo o fantasma colombiano. O Imortal venceu a partida de ida na Arena do Grêmio por 2 a 1, mas perdeu por 1 a 0 na volta e foi eliminado pelo critério de gols marcados fora de casa. Nas oitavas de final da Copa Sul-Americana, três duelos. O praticamente desconhecido Itagüí eliminou o Coritiba de Alex, vencendo tanto no Paraná quanto em Envigado. Na Fonte Nova, o Atlético Nacional passou nos pênaltis pelo Bahia. Já a Ponte Preta, graças a um gol de Fellipe Bastos do meio da rua, aos 52 minutos do segundo tempo, no Moisés Lucarelli, eliminou o Deportivo Pasto.

Nas quartas de final, o São Paulo eliminou o Atlético Nacional após vencer por 3 a 2 no Morumbi e empatar em 0 a 0 em Medellín. As duas equipes voltariam a se enfrentar na semifinal da mesma competição no ano seguinte. Depois de uma vitória por 1 a 0 para cada lado, os colombiano foram à forra nos pênaltis e se classificaram para a final.

No caminho rumo à final, os colombianos haviam eliminado outra equipe brasileira. Nas oitavas de final, os colombianos empataram em casa por 2 a 2 e venceram o Vitória no Barradão por 1 a 0. O confronto ficou marcado por muita reclamação por parte do rubro-negro baiano, já que a equipe teve um gol mal anulado no final da partida de volta, o que daria a classificação para o time brasileiro.

O ano de 2014 foi mesmo do Atlético Nacional contra times brasileiros. Antes de eliminar duas equipes tupiniquins na Copa Sul-Americana, o time de Medellín já havia eliminado o Atlético-MG nas oitavas de final da Libertadores, competição da qual o Galo era então atual campeão.

Em 2015, os brasileiros deram uma diminuída na freguesia para os quadros colombianos. Na fase preliminar, o Corinthians espantou o fantasma do passado e não deu chances para o Once Caldas. Logo na ida, na Arena Corinthians, uma goleada por 4 a 0 deu tranquilidade. Em Manizales, bastou um empate em 1 a 1 para o Timão se classificar para a fase de grupos. Nas quartas de final, o Internacional eliminou o Independiente Santa Fe. Em Bogotá, 1 a 0 para o time da casa. Na volta, o Colorado abriu o placar rapidamente com o zagueiro Juan. Quando tudo parecia que a vaga na semifinal seria decidida nos pênaltis, aos 43 minutos do segundo tempo, um gol contra o zagueiro Yerry Mina, hoje no Palmeiras, deu a classificação para o Inter.

Porém, 2016 trouxe de volta as vitórias para as equipes colombianas. Nas semifinais da Copa Libertadores, São Paulo e Atlético Nacional voltaram a se enfrentar. No tira-teima do duelo entre os dois, melhor para os colombianos, que venceram por um placar de 4 a 2 no agregado. Na Copa Sul-Americana deste ano, já tivemos um duelo entre brasileiros e colombianos. Nas oitavas de final, O Independiente Medellín venceu o Santa Cruz na Colômbia por 2 a 0. No Arruda, o Santinha vencia por 3 a 0, placar que dava a classificação ao clube pernambucano até os 31 minutos do segundo tempo. Porém, numa falha do goleiro tricolor, Ibargüen fez o gol que deu a vaga nas quartas de final para os colombianos.

Nos últimos anos, a Colômbia tem transformado o Brasil em freguês no mata-mata nas competições de clubes. Cabe a Chapecoense e Coritiba começar a mudar esta história a partir desta quarta-feira.