Relembre as principais polêmicas da Rio 2016

Foto: Reprodução/Facebook Rio 2016

Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terminam neste domingo (21), após dezessete dias de disputas e competições, tendo vários momentos marcantes, conquistas de medalhas, muita emoção e nervos à flor da pele. No entanto, as Olimpíadas também registraram algumas polêmicas, tanto nas modalidades esportivas como em situações extra-campo. Relembre agora quais foram as principais polêmicas.

LEIA MAIS:
RYAN LOCHTE SERÁ PUNIDO POR MENTIRA DE ASSALTO, AFIRMA IMPRENSA AMERICANA

  1. O falso assalto – Essa era bem óbvia que iria constar na lista de polêmicas. Quatro nadadores norte-americanos, entre eles Ryan Lochte, um dos principais na modalidade, contaram à polícia e aos meios de comunicação que foram vítimas de um assalto. No entanto, as autoridades do Rio de Janeiro descobriram por meio de investigações que os atletas mentiram e que eles se envolveram em confusão em um posto de gasolina, chegando a quebrar uma placa de publicidade. Lochte se desculpou pelo ocorrido, sem mencionar que havia mentido, porém deverá ser punido, assim como seus companheiros.
  2. Águas Verdes – A água das piscinas do complexo Maria Lenk ficaram completamente verdes logo no início da competição. Segundo a organização, um despejo indevido de produto foi o responsável pela situação, que pôde ser vista em esportes como saltos ornamentais e pólo aquático, mas, felizmente, isso não causou dano à saúde de nenhum dos atletas participantes.
  3. Racha nos Saltos Ornamentais – A dupla brasileira de Saltos Ornamentais, Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso, envolveu-se em grande confusão nas Olimpíadas. Segundo notícias vinculadas na imprensa, as duas teriam brigado depois que a primeira levou Pedro Henrique Gonçalves, atleta da canoagem, para o quarto dividido por ambas e Giovanna não teria gostado da atitude de sua companheira. Além disso, as duas já haviam discutido por conta da ordem dos saltos e local dos treinos, o que acabou culminando em uma fraca participação nos Jogos.
  4. Comportamento da torcida – Muitos gringos reclamaram do jeito de torcer dos brasileiros, mas o que ficou mais marcado foi o francês Renaud Lavillenie, do salto com vara, que ao perder para Thiago Braz, criticou o comportamento dos torcedores brasileiros que o vaiaram bastante, comparando-os à atitudes da Alemanha Nazista, na época de Hitler. Obviamente, a antipatia do atleta da França não foi digerida pelos fãs do Brasil, que voltaram a vaiá-lo na cerimônia de entrega das medalhas.
  5. Declaração de Eduardo Paes – As Olimpíadas sequer haviam começado oficialmente, mas a delegação Austrália já tinha reclamado das instalações na Vila Olímpica e, inclusive, deixado o local por conta da sujeira, instalações elétricas inacabadas, falta de luz, etc. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, polemizou ao dizer que colocaria um canguru na frente deles para alegrá-los, o que acabou causando um mal-estar diplomático. A situação foi resolvida com um pedido de desculpas de Paes e a entrega de um canguru de pelúcia dos australianos ao prefeito.
  6. Continência – Inúmeros atletas brasileiros que conquistaram medalha nesses Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro são militares e, por isso, prestaram continência no momento de hasteamento da bandeira. O fato acabou gerando um debate, pois muitos criticaram o gesto que estaria remetendo ao período do regime-militar no Brasil.
  7. Ânimos exaltados no judô – Duas cenas foram bastante polêmicas no judô nas Olimpíadas. Na primeira delas, o brasileiro naturalizado libanês Nacif Elias, foi desclassificado por golpe irregular e se recusou a deixar o tatame por não concordar com a decisão dos árbitros, reclamando bastante e dizendo que foi “roubado”. Depois, ele retornou e pediu desculpas aos torcedores, pois poderia ser suspenso. Na segunda delas, o egípcio Islam El Shehaby se recusou a cumprimentar seu adversário Or Sasson, de Israel, depois de ser derrotado. Ele relatou em uma rede social: “Não tenho nenhum problema com judeus ou com pessoas de qualquer outra religião. Mas, por razões pessoais, você não pode exigir que eu aperte a mão de alguém desse Estado, especialmente em frente do mundo todo”. O fato culminou em sua exclusão pelo Comitê Olímpico do Egito.