Relembre a campanha da medalha de ouro do Brasil no vôlei

Foto: Reprodução/Facebook CBV (Confederação Brasileira de Voleibol)

Quando tudo parecer perdido de uma maneira inacreditável ainda na primeira fase, simplesmente acredite! Acredite no time bicampeão olímpico em 2004! Acredite no maior time do voleibol masculino! Acredite em seus próprios jogadores! Acredite no apoio das arquibancadas! Acredite na raça e na técnica! E foi justamente em tudo isso que o Brasil acreditou para superar a Itália por 3 sets a 0, parciais de 25/22, 28/26 e 26/24, fazendo explodir em felicidade os jogadores e a torcida. Relembre agora todos os momentos dessa caminhada dourada da Seleção Brasileira comandada por Bernardinho.

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O primeiro jogo começou com susto, ao perder o primeiro set para o modesto time do México. No entanto, comandado por Wallace, um dos principais jogadores do Brasil nesta campanha, que anotou 18 pontos, os donos da casa conseguiram virar, assustaram-se quando Lucão saiu com dores no joelho, mas o oposto voltou e cravou a bola no chão, decisivo, o ponto da vitória, 3 sets a 1, parciais 23/25, 25/19, 25/14 e 25/18.

Na segunda partida, mais uma seleção da América do Norte e sem grande expressão no cenário do vôlei mundial, o Canadá, que havia derrotado os EUA na primeira rodada. Novamente, o começo não foi dos melhores, perdendo o primeiro set, porém conseguindo ganhar os próximos bastante equilibrados e deslanchando no último, fechando em outro 3 sets a 1, com parciais de 24/26, 25/18, 25/22 e 25/17.

Só que as coisas começaram a piorar quando o Brasil conseguiu reviver os EUA na terceira rodada, uma seleção que já estava praticamente eliminada dos Jogos Olímpicos, ao ser derrotado por 3 sets a 1, parciais de 25/20, 25/23, 20/25 e 25/20, em partida irreconhecível dos comandados de Bernardinho, que erraram muitos saques, não acertaram no bloqueio e acabaram comprometendo o ataque.

E o quarto embate foi diante da Itália, a qual não havia perdido um set sequer na competição. O começo foi promissor, com uma virada e triunfo no primeiro set muito graças a entrada de Lipe. No entanto, os italianos voltaram agressivos e comandados pelo oposto Zaytsev, principal jogador da seleção europeia, passaram como um rolo compressor pelos brasileiros, fechando em 3 sets a 1, parciais de 25/23, 23/25, 22/25 e 15/25, deixando os donos da casa em situação delicada nas Olimpíadas e precisando vencer na última rodada.

E foi justamente isso que aconteceu! Apoiado pela torcida e com Wallace em dia inspirado, marcando 21 pontos, o Brasil superou a França por 3 sets a 1, parciais de 25/22, 22/25, 25/20 e 25/23, em duelo marcado pelo equilíbrio e no qual os comandados de Bernardinho conseguiram conter o principal atleta dos franceses, Ngapeth, levando o Brasil às quartas de final e eliminando os europeus.

Na fase seguinte, os donos da casa continuaram crescendo. Diante da Argentina, em clássico sul-americano, os brasileiros não tomaram conhecimento dos rivais, e mesmo com um segundo set bem abaixo do esperado, triunfaram por 3 sets a 1, parciais 25/22, 17/25, 25/19 e 25/23. Foi nessa partida que o Brasil perdeu Lucarelli e Lipe lesionados, mas o primeiro voltou e foi importantíssimo para a vitória, com pontos decisivos.

Vieram as semifinais, contra os algozes de 2012, a Rússia. Só que os russos não viram a cor da bola, em uma partida na qual Lucarelli e Lipe foram para o sacrifício e se tornaram os principais jogadores naquela vitória, 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/17. A vitória levou o líbero Serginho às lágrimas e inflamou a torcida no Maracanãzinho.

Até chegarmos ao equilibrado confronto contra a Itália, sempre sendo decidido nos pontos finais de cada set, com aces, bloqueios e ataques sensacionais. Com grande atuação de Wallace, os brasileiros triunfaram pelo placar de 3 sets a 0, parciais de 25/22, 28/26 e 26/24, com o último ponto sendo marcado em um bloqueio de Lucão e Lipe, levando o país à glória.