Opinião: Quatro razões mostram como o Brasil chegou ao ouro no Maracanã

Foto: Lucas Figueiredo / MoWa Press

Brasil e Alemanha fizeram um primeiro tempo equilibrado, com os alemães pressionando mais nos primeiros instantes. Contudo, aos 27, Neymar cobrou com maestria uma falta e abriu o placar. No restante da primeira etapa, poucas ações ofensivas e os primeiros 45 minutos terminaram com placar de 1 a 0.

No segundo tempo, o Brasil começou atacando, mas perdeu chances bobas e aos 13 minutos, Mayer recebeu um passe vindo da lateral direita e empatou o jogo com um chute forte dentro da área. Com o avanço do final do tempo regulamentar, o Brasil tentou chegar ao gol da vitória, só que abriu espaços para o time alemão chegar e também mandar a bola para fora.

Na prorrogação, o Brasil claramente foi superior ao time alemão, mas pecava no momento de finalizar ao gol. A Alemanha apostava em uma bola isolada para tentar o gol, mas não tinha efetividade para concluir a gol.

Nas cobranças de pênaltis, Ginter abriu a série, Renato Augusto cobrou o seu e empatou. Gnabry fez o segundo alemão e Marquinhos fez o seu. Julian Brandt anotou o terceiro germânico e Rafinha igualou o placar. Sule anotou o quarto pênalti alemão e Luan manteve o jogo igual. Na quinta cobrança, Petersen chuta na mão de Weverton. Neymar chamou a responsabilidade no quinto pênalti e marcou o quinto gol que rendeu pela primeira vez na história e medalha de ouro no futebol.

Vamos as razões do jogo.

1-Faltou chute no tempo normal

Excetuando-se o gol de Neymar no primeiro tempo, o Brasil criou chances, muitas, mas não realizava o movimento essencial do futebol, o chute a gol. Não fosse o receio excessivo, o resultado no tempo normal e até mesmo na prorrogação poderia ser diferente.

2-Preparo físico

Neymar foi o único a sentir câimbras na prorrogação. Fora isso, o Brasil sobrou em campo em termos de fôlego sobre a Alemanha, com mais disposição. Os alemães apostaram na tática de jogar por uma bola, e ela não veio como se esperava.

3-Weverton

O camisa 1 da Seleção foi pouco exigido na campanha do ouro olímpico. Levou apenas um gol, hoje contra a Alemanha, mas quando precisamos dele, nos pênaltis, ele apareceu. A quinta cobrança alemã parou nas suas mãos.

4-Neymar

Pode não ter sido o mais genial jogador. Pode não ter decidido todas as partidas. Pode não ser o exemplo que todos esperam que ele seja. Porém, na quinta cobrança brasileira, ele teve frieza para fazer o gol e dar o primeiro título olímpico do futebol brasileiro.