Opinião: Brasil deve seguir convocando jogadores acima de 23 anos em Olimpíadas após o ouro?

Foto: Ricardo Stuckert / CBF

Enfim, o Brasil, o país mais vitorioso do futebol mundial, conseguiu a única conquista que lhe faltava: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016, batendo a Alemanha na grande final, após tensa disputa por pênaltis.

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Assim como em edições passadas, o Brasil optou por levar três jogadores acima dos 23 anos conforme o regulamento da Fifa.

Alguns colegas da imprensa acreditam que não é necessário levar a cota de jogadores mais experientes na Olimpíada e que apenas jogadores com menos de 23 anos devem ser convocados até para dar mais prestígio para quem está no início de carreira.

Penso que a presença de jogadores mais cascudos é de extrema importância para obter grandes resultados em Olimpíadas. Para a edição 2016, o técnico Rogério Micale levou o goleiro Weverton (28 anos), o meia Renato Augusto (28 anos) e o atacante Neymar (24 anos). O trio foi fundamental na conquista inédita.

O goleiro foi vazado apenas uma vez e consagrou o ótimo desempenho com a defesa de pênalti na final contra a Alemanha.

Renato Augusto não marcou gol ou deu assistência, porém, exerceu papel fundamental de liderança embora não tenha usado a tarja de capitão. Mesmo com algumas limitações físicas, o camisa 5 mostrou comprometimento em todos os jogos da campanha. Contra a Alemanha, ele (como um líbero) voltou até a linha defensiva para ajudar na saída de bola já que os alemães impuseram forte marcação.

Neymar, o nosso maior craque, não iniciou bem a competição e foi duramente criticado (com justiça) pelo individualismo excessivo. Quando entendeu que precisava jogar mais pelo time e prender menos a bola, o seu futebol só cresceu. Encerrou a Olimpíada como artilheiro da equipe com quatro gols, um deles na grande decisão. Fez o gol de pênalti da medalha de ouro.

Que em 2020, em Tóquio, o Brasil conquiste o bicampeonato olímpico e continue apostando na nova geração e também em atletas tarimbados.

 

 

 



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)