Os 10 momentos mais marcantes do Rio 2016

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A Olimpíada do Rio 2016 teve inúmeros momentos marcantes, dentro e fora das competições. Uma edição que já entra para a história

 

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Mais uma Olimpíada se encerrou neste domingo (21). Com ela, muitos acontecimentos se eternizaram. Vitórias, derrotas, e a superação; uma Olimpíada que entrou para a história. Nós do Torcedores.com, listamos os 10 momentos mais marcantes desses Jogos.

 

Vanderlei Cordeiro acendendo a pira olímpica

Poucas figuras representam tanto o verdadeiro espírito olímpico como Vanderlei Cordeiro de Lima. O maratonista viveu um marcante episódio enquanto corria na Olimpíada de Atenas 2004, quando teve sua corrida impedida pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan, que invadiu a área de prova e segurou o brasileiro. Na ocasião, o maratonista perdeu o foco e acabou sem a provável medalha de ouro, já que liderava a prova até ser interrompido. Na abertura do Rio 2016, Vanderlei recebeu a tocha das mãos de Hortência, e protagonizou o ato mais esperado de uma abertura olímpica.

 

Djokovic eliminado no primeiro jogo

O atual número 1 do ranking de tênis, Novak Djokovic, foi eliminado logo em seu primeiro jogo, tanto na simples, como na competição em duplas, e voltou para casa sem nenhuma medalha. O sérvio foi eliminado pelo argentino Juan Martin del Potro e pela dupla brasileira Marcelo Melo e Bruno Soares. Com muitos aplausos e reconhecimento da torcida anfitriã, o tenista deu adeus logo cedo aos Jogos.

 

Os refugiados

Pela primeira vez na história de uma Olimpíada houve uma delegação formada apenas por atletas refugiados. Eles vieram de países como a República Democrática do Congo, Síria e Etiópia, e participaram da natação, atletismo e judô. Os atletas estão exilados de seus países por fugirem de horrores dos confrontos civis.

 

Rafaela Silva e a superação

A judoca brasileira conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nestes Jogos do Rio. Nascida na comunidade Cidade de Deus, a atleta travou diversas lutas antes de entrar no tatame e vencer a Olimpíada na categoria até 57 kg. Rafaela teve uma infância muito difícil, e fez parte de programas sociais, como o Instituto Reação, comandado pelo ex-judoca Flávio Canto. Também participou dos Jogos de Londres 2012, mas foi eliminada na primeira luta após uma desclassificação. Após a precoce eliminação, a atleta foi vítima de racismo nas redes sociais, e enfrentou a depressão, cogitando abandonar o esporte. Com mais vitórias na vida, disputou a competição em casa, e conquistou a medalha de ouro.

 

Lendas do esporte

Bolt e Phelps se consolidaram ainda mais como monstros em seus esportes. O corredor aumentou seus títulos, vencendo os 100 metros livre, os 200m e o revezamento 4×100. O nadador, por sua vez, conquistou mais 6 medalhas, somando 28 ao total.

O americano liderou seus compatriotas na piscina, e terminou os Jogos anunciando sua aposentadoria. O jamaicano, com todo seu carisma, cativou ainda mais os brasileiros, e também já cogita ter sido sua última Olimpíada. Ambos fizeram história.

 

Robson Conceição e a inédita medalha

O baiano de 27 anos conquistou uma medalha olímpica inédita para o Brasil. O boxeador da categoria até 60 kg disputou as duas últimas olimpíadas, mas acabou sendo eliminado. Nesse ano, em seu auge físico, o lutador entra para a história do esporte em âmbito nacional, após eliminar na semifinal o cubano Lázaro Álvarez, número 1 do mundo, e vencer o francês Soufiane Oumiha na disputa do ouro.

 

Futebol brasileiro

O futebol foi motivo de alegria e tristeza nessa edição olímpica. O masculino se sagrou campeão pela primeira vez. O feminino ficou fora do pódio.

Com início e finais bem distintos, as seleções chegaram até a dividir o torcedor. As meninas começaram avassaladoras, com 2 vitórias e um empate na última rodada da fase de grupos (com a classificação já garantida), mas no mata-mata aquele ataque poderoso pareceu perder o brio. Cristiane, importante peça, ficou fora de algumas partidas, e o Brasil chegou a ficar 3 jogos sem marcar gols, sendo último da fase de grupos, nas quartas e semifinais. Enfrentando uma Suécia bem fechada na semi, as meninas deram adeus a busca pelo ouro.

Liderados por Neymar, o masculino começou com dois empates e recebeu muitos protestos da torcida, além dos inúmeros questionamentos. Após vitória contra a Dinamarca pela terceira rodada da fase preliminar, o time adquiriu mais confiança e melhorou seu futebol com o avanço da competição, e se tornou muito forte. Venceu a Colômbia por 2 a 0 nas quartas, goleou Honduras por 6 a 0 na semi, e nos pênaltis contra a Alemanha, se sagrou campeão.

Dois começos, dois finais, duas categorias diferentes em diversos aspectos. Dessa vez não foi possível o ouro das duas seleções.

 

Isaquias Queiroz

O baiano de 22 anos fez história ao se tornar o brasileiro que mais conquistou medalhas em uma edição de Jogos Olímpicos, com 2 pratas e 1 bronze.

Com uma infância muito difícil, o atleta superou problemas de saúde e até desavenças com a Confederação Brasileira de Canoagem.

Aos dez anos de idade, perdeu um rim após sofrer uma queda e precisar retirá-lo devido a uma hemorragia interna. Tal fato fez Isaquias receber o apelido de “Sem-Rim” na cidade onde vive.

Após conquistar um ouro e um bronze no Mundial de Canoagem de 2013, o remador publicou um texto na internet reclamando da falta de apoio da Confederação com a modalidade, em aspectos estruturais e financeiros. Após o ocorrido, a Confederação prometeu apoiar o atleta.

Com a prata nos 1000m, 3° lugar nos 200m individual, e mais uma segunda colocação nos 1000m em duplas, Isaquias entrou para a história do esporte brasileiro. O atleta foi porta-bandeira do Brasil no encerramento dos Jogos do Rio.

 

Superação no esporte

Na Olimpíada Rio 2016, Diego Hipólito, a etíope Diro, e o francês Yohann Diniz foram exemplos puros de superação no esporte. O ginasta conquistou a prata no solo e venceu a decepção das duas últimas edições, quando caiu na apresentação.

Diro, uma das favoritas para a prova dos 3000 metros com barreiras, não conseguiu se classificar entre as primeiras da prova. Durante a competição, a corredora sofreu uma queda e, sem tempo para recolocar a sapatilha que tinha sido parcialmente arrancada pelo pisão de outra atleta, continuou todo o percurso descalça, enquanto era aplaudida pela torcida presente. Ao terminar a prova, a etíope chorava e não quis falar com a imprensa.

O corredor da marcha atlética, Yohann, sofreu sérios problemas intestinais quando liderava a prova dos 50 km, não conseguiu se controlar e acabou se aliviando enquanto competia. Após uma parada de 1 minuto, o atleta voltou a marchar, mas logo parou e desmaiou. Depois se levantou, continuou, e concluiu a prova na sétima posição. Em Pequim 2008, o marchador também chegou a passar por problemas intestinais.

 

O caso Ryan Lochte

A Olimpíada Rio 2016 não foi composta apenas de momentos alegres. Uma polêmica envolvendo nadadores norte-americanos agitou a imprensa após o fim das competições da natação.

Após se envolver em uma confusão junto a outros companheiros em um posto de gasolina, enquanto voltava de uma festa, Ryan falou a um veículo americano que tinha sido assaltado. Após depoimentos controversos dos envolvidos e imagens de câmeras de segurança, foi apurado que não aconteceu nenhum assalto. Autoridades brasileiras chegaram a solicitar suspensão dos passaportes dos atletas, mas Lochte já estava em seu país. O atleta pediu desculpas em entrevista depois, e disse que foi imaturo e irresponsável com todo o povo brasileiro, já nos Estados Unidos.

 



Estudante de jornalismo. Apaixonado por esportes e pela vida.