Visão do estádio: Cuca mexeu errado e fez Palmeiras sofrer contra o Santos

Foto: Divulgação/Palmeiras/FotoArena

A noite de ontem no Allianz Parque foi de quebra de recorde de público, com mais de 40 mil pessoas no novo Palestra Italia. A torcida fez a festa contra um dos maiores rivais, começou bem abrindo o placar, mas com o desenrolar do jogo, viu que o empate não era de todo ruim.

O Palmeiras começou bem o jogo. Antes dos cinco minutos, Mina abriu o placar e mostrou seu potencial no Verdão mais uma vez. Entretanto, instantes depois, Moisés se machucou e obrigou Cuca a mexer antes dos 10 minutos. No seu lugar, entrou Arouca, que voltava de lesão. Esta alteração enfraqueceu o Palmeiras, que perdeu em saída de bola e em criação no ataque.

O time ficou muito defensivo, e com a parcial vitória, recuou e viu o Santos crescer no jogo e sufocar o Verdão. O certo, talvez, seria a entrada de Cleiton Xavier. O time ficaria mais com a bola nos pés, deixaria o Santos mais preocupado com sua defesa tendo o camisa 10 do Palmeiras ali para poder fazer lançamentos precisos.

Na segunda mudança, Cuca teve de sacar Mina para colocar Drancena. Aí, normal. Um zagueiro pelo outro, não tinha o que fazer. Mas na terceira a substituição de Barrios por Leandro Pereira não alterou em nada o estilo de jogo do Verdão. Continuou com um centro-avante, que corre mais e estava mais descansado, mas não criava jogadas. Tchê Tchê era o responsável por isso assim como Dudu, mas nenhum deles tem essa característica de armar e o Palmeiras sofreu com isso.

Colocando Xavier no lugar de Moisés, o Palmeiras brigaria mais pela bola, não deixaria o Santos melhorar no jogo e poderia ter mais chances de aumentar a vantagem para 2 a 0.

Era nítido das arquibancadas do Allianz Parque, onde fiquei ontem, a má distribuição do time, a falta de um jogador para carregar a bola e a tocar para outro companheiro, dar uma assistência. Com Tchê Tchê, Matheus Sales e Arouca no meio, sem nenhum meia, o setor ficou todo dominado pelo Santos. Cuca deveria prever que o meio-campo seria dominado pelo Santos se não houvesse nenhum meia para segurar a bola e cadenciar o jogo.



Jornalista formado pela FIAM FAAM. Apaixonado por futebol independente do país ou divisão. Setorista do Inter e esportes olímpicos. Contato: mohamed.nassif12@hotmail.com