Visão da arquibancada: o pior jogo do Cristóvão e o melhor do Bruno Henrique

Bruno Henrique
Foto: Montagem/divulgação/Agência Corinthians

Quem foi à Arena Corinthians neste domingo, assim como eu, se decepcionou com o Timão, com certeza. Esperava um time mais ofensivo, um time tocando melhor a bola e que faria jus as últimas quatro vitórias consecutivas que tinha até então. No entanto não contavam com uma tarde infeliz de Cristóvão Borges, que fez seu pior jogo desde que chegou. Mas os corintianos também viram Bruno Henrique, que fez um dos melhores jogos com a camisa alvinegra.

LEIA MAIS
VISÃO DA ARQUIBANCADA: AS PRIMEIRAS VAIAS PARA CRISTÓVÃO

Para começar, Cristóvão Borges apostou em Danilo mais por ele ser o “carrasco” dos clássicos do que qualquer outra quesito. Não critico a opção, mas deixar o meia durante os noventa minutos e tirar o melhor jogador do campo ofensivo, Marquinhos Gabriel, foi um erro claro. Ficou nítido que o Corinthians deixou de atacar e foi aí que o São Paulo se aproveitou da “ausência” da parte ofensiva do Timão e pressionou muito mais o Timão nos últimos minutos de partida.

Segundo erro foi colocar Elias em campo em um clássico pegado e em que o jogador estava voltando de lesão. Voltou sem ritmo nenhum e isso ficou claro. Prova disso foi que em sua primeira jogada já levou cartão amarelo por uma falta e logo depois cometeu outra.

– Bruno Henrique… que partida 

O camisa 25 do Corinthians foi o melhor disparado do time. Estava no estádio e pude perceber tanto a movimentação do jogador para fazer a cobertura e dar o bote certeiro, quanto seus desarmes. Os jogadores do São Paulo não passaram uma de Bruno Henrique. Como recompensa por seu jogo, nada mais merecido que um gol.

O futebol geralmente não faz jus ao merecimento, mas a justiça foi tão boa para o Bruno Henrique que numa disputa entre Giovanni Augusto, foi o volante que balançou as redes e evitou a derrota corintiana.

– Fagner, o segundo melhor do Timão

No Majestoso, o Corinthians trabalhou muito mais com sua parte defensiva do que o ataque. Prova disso é que além de Bruno Henrique, Fagner fez sua melhor partida na “nova função” com Cristóvão Borges – atacar menos e defender mais.

Marcou, desarmou, puxou contra-ataques. Talvez esse é o futebol que Cristóvão esperava do camisa 23 e neste domingo o lateral fez sua melhor partida com o novo treinador.



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.