Relembre eliminações polêmicas de times brasileiros na Libertadores

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O São Paulo perdeu para o Atlético Nacional e foi eliminado da Copa Libertadores da América. Os dois jogos do confronto foram marcados por lances polêmicos, deixando os jogadores e a comissão técnica do Tricolor irritados com algumas decisões um tanto duvidosas do árbitro. Pensando nisso o Torcedores.com lembra outras eliminações polêmicas de times brasileiros na competição, confira.

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Palmeiras x Boca Juniors – 2000

A final da Libertadores de 2000 foi marcada por muita polêmica e irritação dos times com o árbitro. Após ter sido campeão no ano anterior, o Palmeiras buscava o bicampeonato contra os argentinos do Boca Juniors, mas foi derrotado nos pênaltis e viu o sonho acabar.

Durante o tempo normal, muita reclamação por parte das duas equipes. É verdade que o juiz anulou um gol legal de Palermo logo no começo do jogo, mas quem se sentiu prejudicado foi o Verdão que viu dois pênaltis claros a seu favor não serem marcados.

Vale lembrar que alguns dias antes, os atletas do Palmeiras chegaram a afirmar que havia um complô da Confederação Sul-Americana de Futebol para tirar o título dos paulistas. No segundo tempo, Asprilla foi empurrado pela defesa do Boca dentro da área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir e pouco tempo depois, deixou de marcar outro pênalti quando o goleiro Córdoba agrediu um jogador palmeirense.

Epifânio González fez uma das arbitragens mais controversas na história da Libertadores - Reprodução/ Twitter
Epifânio González fez uma das arbitragens mais controversas na história da Libertadores – Reprodução/ Twitter

Palmeiras x Boca Juniors – 2001

Para muitos que dizem que o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, este não é o caso. Um ano depois da polêmica final entre argentinos e brasileiros, os dois voltaram a se enfrentar na semifinal de 2001, com classificação do Boca, outra vez nas penalidades e de novo com muitos lances duvidosos.

O jogo de ida em La Bombonera terminou em 2 a 2, ou seja, um bom resultado para o Palmeiras, mas se não fosse alguns erros escandalosos do juiz Ubaldo Aquino, o Verdão poderia sair com uma vitória de lá e a classificação encaminhada. No final da primeira etapa, Barijho se jogou na área em um lance isolado e o árbitro inexplicavelmente marcou pênalti.

No segundo tempo, Aquino voltou a prejudicar o Palmeiras e não marcou um pênalti claro em Fernando que foi agredido pelo goleiro Córdoba.

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Ubaldo Aquino e Riquelme foram os vilões do Palmeiras em 2001 – Reprodução/ Twitter

Corinthians x Boca Juniors – 2013

O time argentino tem um vasto histórico contra os brasileiros e em 2013 a vítima foi o Corinthians. O jogo foi em clima de revanche por ter sido uma reedição da final de 2012, que havia marcado o título inédito do alvinegro.

Após 1 a 0 para o Boca no jogo de ida, o empate por 1 a 1 no Pacaembu decretou a eliminação do Timão nas oitavas de final, mas pode se dizer que uma parcela da culpa foi da arbitragem de Jorge Amarilla. Antes do gol de Riquelme, carrasco dos brasileiros, o juiz já havia anulado um gol legal de Romarinho e deixado de marcar pênalti claro para os paulistas.

Eventualmente, o Corinthians empatou a partida, mas viu Amarilla anular mais um gol e deixar de marcar outra penalidade clara, no segundo tempo, para a revolta dos corintianos. Em 2015, o vazamento de um suposto áudio do ex-presidente da Federação Argentina de Futebol, Julio Grondona, deu a entender que o árbitro do jogo foi escolhido pela entidade, aumentando a suspeita de favorecimento ao Boca Juniors na Libertadores.

Amarilla disse em entrevista que não achou que errou durante a partida entre Corinthians e Boca - Reprodução/Twitter
Amarilla disse em entrevista que não achou que errou durante a partida entre Corinthians e Boca – Reprodução/Twitter

São Paulo x Atlético Nacional – 2016

A eliminação de ontem contou com muitos lances polêmicos e confusões causadas por marcações do árbitro chileno Patrício Polic. No jogo de ida, a expulsão de Maicon por agressão já havia sido muito contestada, mas na Colômbia o juiz mostrou despreparo e prejudicou o Tricolor.

No final da primeira etapa, com o jogo em 1 a 1, Polic deixou de marcar pênalti claro em Hudson, irritando os atletas do club paulista. No segundo tempo, a situação se agravou quando uma penalidade foi marcada para o Atlético Nacional. Após a cobrança de Borja, os jogadores foram para cima do árbitro que em um lance confuso expulsou Lugano e Wesley, mas deu a entender que o cartão vermelho foi para Michel Bastos.

Depois de quase 10 minutos de jogo parado, Polic resolveu mandar o zagueiro e o meia para os vestiários, revoltando ainda mais os são paulinos.

O São Paulo reclamou bastante da arbitragem na eliminação desta quarta-feira - Reprodução/ Twitter
O São Paulo reclamou bastante da arbitragem na eliminação desta quarta-feira – Reprodução/ Twitter