Presidente do Grêmio explica por que não demitiu Roger no 1° semestre

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Foto: Lucas Uebel/Grêmio

A missão era das mais ingratas possíveis. Ainda sem grife como treinador, o novato Roger Machado assumia um Grêmio em crise após ter demitido o ídolo Luiz Felipe Scolari. Era maio de 2015 e os mais pessimistas até temiam um novo rebaixamento na história do clube. No entanto, o novo técnico surpreendeu a todos e montou um time confiável, envolvente e determinado, capaz de colocar o Grêmio no surpreendente 3° lugar do Brasileirão com vaga garantida na Libertadores do ano seguinte.

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Virou o ano e as expectativas sobre o Grêmio de Roger Machado aumentaram. Em 2016, os desafios seriam maiores e o próprio técnico disse que a nova temporada deveria ser acompanhada por títulos. Mas mesmo com a manutenção de 90% do elenco e com o acréscimo de reforços as conquistas não vieram. Eliminações em série: fase de grupos da Primeira Liga, semifinal do Gauchão e oitavas da Libertadores. Ainda assim, o presidente gremista Romildo Bolzan bancou a permanência do treinador.

“Muito se questionou sobre a comissão técnica após as eliminações do primeiro semestre, na Primeira Liga, no Gauchão e na Libertadores. Mas não cogitamos trocar o Roger. Nós da diretoria somos testemunha do trabalho consistente que é feito pela atual comissão técnica. Entendemos que quanto mais tempo de trabalho dermos, mais qualidade teremos. Cabe a nós dar as condições de trabalho a ele. A longevidade do trabalho do Roger não tem vínculo nenhum com os resultados”, explicou Bolzan em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta segunda-feira.

Com uma filosofia de trabalho que foge à regra do futebol brasileiro, a diretoria gremista faz com que Roger seja o treinador há mais tempo em um clube da Série A. Ele se mantém há um ano e dois meses no cargo e é o recordista entre os colegas da primeira divisão de 2016. Em novembro do ano passado, o técnico renovou o seu contrato até o final de 2017. Recentemente, foi procurado pelo Corinthians, mas não topou conversar.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.