Opinião: O futuro do Internacional

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook oficial Internacional

Nos últimos anos, o Internacional está sempre entre os cotados para a conquista do Brasileirão, título que teima em não aparecer na sala de troféus do Beira-Rio desde 1979.

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Talvez pelas inúmeras batidas na trave, o Inter tenha perdido esse favoritismo em 2016. Não começou o campeonato sob olhares esperançosos, tanto de sua torcida, como de especialistas da bola.

Porém, com mau futebol e bons resultados nas primeiras rodadas do campeonato, o Colorado contrariou as estatísticas e voltou a brigar nas cabeças, criou aquele sentimento de “esse ano vai”. Mera ilusão.

A filosofia de “futebol de resultado” é discutível, mas não agradável. Não enche os olhos do telespectador. Quando dá certo, ótimo. Quando não dá, ocasiona demissão. Argel é novo, tem tempo e sabedoria para entender como funciona a pífia administração de clubes no Brasil.

Que fique claro, não defendo os métodos que Argel utiliza, defendo seus números enquanto treinador do Internacional.

Ele assumiu a equipe na 19ª rodada do Brasileiro de 2015, fez 36 pontos, e a 2ª melhor campanha do segundo turno (35 pontos), atrás apenas do campeão brasileiro, Corinthians (41). Na Copa do Brasil, foi eliminado nas quartas de final para o futuro campeão Palmeiras, com um respeitável 4 a 3 no agregado. Disputa normal de times grandes.

Em 2016, foi campeão do Campeonato Gaúcho com apenas uma (UMA!) derrota em 17 jogos.

No campeonato à parte, conhecido mundialmente como Gre-Nal, teve 1V-1E-1D. Claro, a derrota por 1 a 0 em meio aos maus resultados das últimas rodadas, foi um enorme fator para sua saída.

O Internacional deve criar um planejamento para saber o que realmente quer. São raros os times que migram de um estilo de jogo para outro distinto no meio de um Brasileiro e obtém sucesso. É absurdo pensar o que um time jovem pode sofrer com tais mudanças.

Prego pela organização de dirigentes, para que o trabalho dos técnicos não seja afetado. E, para que esses possam ter sossego para elaborar um formato sólido de jogo, por pelo menos, uma temporada.

Boa sorte ao Inter. Boa sorte ao Argel.

Muita sorte ao Falcão.