Opinião: São Paulo não se classificou, mas o orgulho é imenso

Crédito da foto: saopaulofc.net
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Caro torcedor Tricolor, o sonho do tetracampeonato da Copa Libertadores em 2016 chegou ao fim. Diante de um qualificadíssimo adversário (o melhor que enfrentamos na competição), o Tricolor viu suas chances de classificação diminuírem por meio de uma tenebrosa arbitragem do chileno Patricio Polic.

Claro que não vou me ater somente à arbitragem, mas é de se enfatizar que desde o início da competição, lá em Trujillo, no Peru, o Mais Querido tem sofrido com erros dos apitadores. Alguns mais fanáticos diriam que o torneio foi comprado, mas prefiro acreditar que realmente a arbitragem sul-americana esteja seguindo a (péssima) tendência mundial.

Mais uma vez, a partida entre as duas equipes foi bem parelha, com o São Paulo conseguindo enfrentar o Nacional de igual para igual dentro do Atanasio Giradot, durante boa parte da partida. Contudo, como no jogo da ida, alguns fatores desequilibraram para que o lado “verdolaga” saísse vencedor.

Sem ser afoito, o Tricolor conseguiu seu gol numa linda cabeçada de Calleri, logo no começo, e, um pouco depois, (o ótimo) Borja empatou. Daí em diante foi uma primeira etapa lá e cá, cheia de oportunidades e com muita disputa e respeito, um ótimo jogo de se assistir (e principalmente, sofrer).

Sem deixar que o Nacional tivesse 100% do controle do jogo, o SPFC conseguiu corrigir vários erros cometidos no jogo do Morumbi, como não dar muito espaço para que o Nacional trocasse passes entre suas linhas, obrigando erros, que geraram posse e boas jogadas dos são paulinos.

Na segunda etapa, além do apitador, vejo que a saída de Hudson fez o São Paulo perder o meio de campo, tanto que a partir do momento que o volante saiu, o SPFC mal incomodou no ataque, ao contrário dos colombianos, que conseguiram fazer seu jogo fluir e até pressionar o São Paulo. Não que eu esteja criticando a alteração de Bauza (que colocou Kardec), mas que Thiago Mendes não conseguiu desenvolver o mesmo papel e esteve muito abaixo do esperado.

Não sei como e nem onde surgiu a expressão “árbitro caseiro”, mas depois da exibição de Patricio Polic neste jogo, a partir de agora, sempre o usarei como referência. Foi uma das piores arbitragens que vi na minha vida! Dois pênaltis não marcados (um absurdo no Hudson e outro “interpretativo”, quando o zagueirão meteu a mão na bola dentro da área), faltas inventadas para o time da casa e o festival do cartão vermelho após o segundo gol do Nacional (ele foi correto em assinalar o penal, mas apitou no grito [pode ver no lance, o tempo que ele leva para apontar a cal]). Como um árbitro desse é capacitado para apitar semifinal de Libertadores e ainda ser credenciado pela FIFA?

Não estou tirando o mérito do Nacional de Medelim; foi melhor nos 180 minutos, é a melhor equipe da competição e chega com credenciais de favorita ao título (seja ante o Boca ou Del Valle), mas os dois árbitros das duas semifinais chamaram muita atenção para suas mediações, seja por falta de critério ou por interpretações em lances capitais para o resultado das partidas.

Se são de derrotas que devemos tirar grandes lições, o São Paulo pode aproveitar muito essas duas partidas, em vários aspectos quanto a elenco, disciplina, ansiedade e etc.; mantendo a base do que fez ir tão longe e reforçar para buscar disputar mais uma vez na temporada que vem.

Por agora, o grande sentimento que deve sobressair não é a tristeza, mas sim o orgulho do time estar entre os quatro melhores da América; orgulho da camisa mais pesada do Brasil ter sido honrada por jogadores que entenderam o espírito e lutaram até o final com garra e determinação. É disso que esse clube é feito e é por isso que essa camisa entorta varal.



Cursando Jornalismo e apaixonado pelo esporte bretão, 21. 'Cada um tem um time, e eu não escondo o meu!" - André Henning