Opinião: Saída de técnico da seleção aprofunda crise no futebol argentino

Reprodução/Facebook Oficial da AFA

A última terça-feira (05), foi marcada pelo pedido de demissão do técnico Tata Martino da seleção argentina de futebol, agravando ainda mais a crise iniciada com a declaração de Lionel Messi, maior jogador argentino da atualidade, de que não atuaria mais pelo seu país. Isso logo após mais uma derrota para o Chile em uma Copa América – a derrota anterior foi há apenas um ano atrás, também em uma decisão acirrada e decidida em penalidades máximas.

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E a crise não se limita às quatro linhas do campo. Desde o falecimento do “onipotente” mandatário da AFA, Julio Grondona, que comandava o equivalente argentino de nossa CBF desde 1979, o futebol dos hermanos vem sendo marcado por uma total desorganização política e administrativa. Tata já não recebia salários há sete meses e teve seu trabalho de preparação marcado pela falta de planejamento.

Ainda número 1 do ranking da Fifa, a Argentina vive um de seus momentos mais difíceis. E sem sinais de melhoria, ao menos no curto prazo.