Opinião: Palmeiras x Santos é o clássico mais charmoso da temporada

Santos x Palmeiras
Crédito de imagem: Divulgação/Site Oficial do Palmeiras

Nesta terça-feira, Palmeiras e Santos se enfrentam às 20h30, no Allianz Parque. A promessa é de casa cheia, com mais de 39 mil ingressos vendidos antecipadamente.

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Discutir sobre um clássico com mais de 100 anos de rivalidade é nostálgico. Clássico esse que já nos presenteou com um brilhante Santos 7 x 6 Palmeiras, no Rio-São Paulo de 1958, jogo mais emocionante que o futebol brasileiro já apresentou. Não sou eu que digo, são palavras do “Canhão da Vila”, Pepe, autor de 3 gols.

Os embates na década de 60, entre o maior Santos de todos os tempos e a Academia Palestrina era recheado de craques. De um lado Dorval, Coutinho, Pepe e Pelé. Do outro, Djalma Santos, Dudu, Julinho Botelho e Da Guia. Não o zagueiro Domingos, o filho dele, Ademir, o Divino.

É verdade, por filas dos dois times, e períodos vitoriosos de um justamente em períodos de escassez do outro, o clássico perdeu brilho. O clássico teve seus relapsos do que já havia sido com episódios como o 3 a 2 (de virada) para o Santos na semifinal do Paulista de 2000, a semifinal do Paulista de 2009, com a folclórica rasteira de Diego Souza em Domingos, e o 4 a 3 em 2010 para o Porco no começo da era Neymar e Ganso, em plena Vila Belmiro, com 3 gols de Robert e “Armeration”.

Mas nada se compara ao curto período do final de 2014 até aqui.

Em 07/12/2014, na 38ª rodada do Brasileirão, o Santos “salvou” o Palmeiras do rebaixamento no centenário do Verdão. Uma vitória simples do Vitória no Barradão contra o Santos levaria o Palmeiras ao terceiro rebaixamento no século. O Peixe ganhou de 1 a 0 e decretou o rebaixamento do Vitória. Enquanto isso, a torcida palmeirense comemorava aliviada pela primeira vez no ainda novo Allianz Parque, motivo que posteriormente virou chacota por parte dos santistas.

Já em 2015, os jogos entre Santos e Palmeiras começaram a pegar fogo. Brigas entre Fernando Prass e Ricardo Oliveira, funk do Robinho, provocações de ambos os lados, e jogos extremamente pegados e decisivos marcaram os últimos confrontos.

As duas equipes decidiram o Paulista de 2015. O Santos foi campeão nos pênaltis, e a partida virou até tatuagem em Lucas Lima.

Depois, decidiram a Copa do Brasil, vitória palestrina na raça, na vontade, e com gosto de revanche.

Em 2016, os dois se enfrentaram na semifinal do Paulistão. O Santos ganhava por 2 a 0 e mandava no jogo, já se ouvia os gritos de “ELIMINADO” e o “Olé” vindo das arquibancadas da Vila Belmiro. Quando a estrela de Rafael Marques resolveu brilhar aos 42′ e 43′ minutos do 2º tempo. Jogo empatado. Pênaltis. No fim, deu Peixe, e, posteriormente, deu título.

Hoje, o confronto novamente escreverá um capítulo para sua grandiosa história.