Opinião: O bom filho à casa torna, Falcão

Falcão
Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional

Qualquer torcedor Colorado já deve ter ouvido ou falado em Falcão ao menos uma vez na vida e se tem uma palavra que liga a torcida ao ex-jogador é gratidão, pelos seus feitos, principalmente o tricampeonato brasileiro nos anos 70.

Contudo, o treinador Paulo Roberto Falcão ainda precisa mostrar serviço nesta função. Em 1993, ele não teve tempo para desenvolver seu trabalho e em 2011, também não ficou muito tempo no banco de resevas, mas conseguiu uma proeza que jamais será esquecida por Colorados e Gremistas: foi o Inter, comandado por ele que deu a última volta Olímpica do Estádio Olímpico.

Agora, ele volta ao Beira-Rio com a missão de apagar o incêndio deixado com a falta de resultados de Argel Fucks. O time, que brigava com o Palmeiras pela liderança do Brasileirão, caiu de produção, está há seis jogos sem vencer e está longe do bloco que lidera a competição, formado pelo alviverde, Corinthians e Grêmio.

O que Falcão precisa para dar certo dessa vez? Simples: Além de fazer o time jogar bola, com toques um pouco mais refinados e sem os bicões de Argel, precisa ter calma – tanto por parte da torcida, quanto da direção, que não tem tido muita paciência com treinadores, embora Argel tenha dado razões de sobra para que todos perdessem a paciência com ele. Sua política de “pezinho no chão” até era boa, mas fazer o Inter jogar feio estava irritando torcida e direção a um ponto tal, que sua estação terminal foi o Santa Cruz, no último domingo, em Recife (PE).

Por sua vez, quem jogou o fino da bola, ou melhor – tinha em seus tempos de jogador o apelido de “Bola Bola”, não vai concordar com futebol feio e após tanto tempo, está na hora de fazer sucesso. Seu conhecimento teórico do futebol é imenso, mas só falta colocar em prática tudo isso. Melhor dizendo, que ele não seja um “Professor Pardal”.

Falcão, sua hora de fazer sucesso como treinador está no horizonte, é só mostrar seu melhor e claro, toda a torcida vermelha está feliz com seu retorno, uma vez que ‘um bom filho, à casa torna’.