Especial Rio 2016: o brilho de Muhammad Ali nos Jogos Olímpicos

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Com a proximidade do Rio 2016, é bom reverenciar os grandes heróis do esporte. E um desses heróis foi justamente um dos maiores pugilistas de todos os tempos, quando ele ainda era conhecido pelo nome de Cassius Clay: Muhammad Ali. Ele conquistou a medalha de ouro em Roma-1960, e deixava claro para o mundo o seu futuro promissor.

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Para muitos, Muhammad Ali foi o maior pugilista de todos os tempos. É inegável o talento dele, ninguém questiona isso. Mas quando ele participou dos Jogos Olímpicos, em Roma, ele ainda era apenas um jovem promissor, conhecido pelo nome de batismo: Cassius Marcellus Clay. E em 1960, em uma categoria diferente da qual ele seria um dos maiores (disputou medalha na categoria meio-pesado, mas ao longo de sua carreira, lutou na categoria peso-pesado), Cassius passou por cima de todos e garantiu o ouro olímpico.

A conquista da medalha foi surpreendente: derrotou na final o polonês Zbigniew Pietrzykowski, que tinha 25 anos contra o jovem Cassius, que tinha 18. Antes, em uma fase anterior, havia derrotado ninguém menos do que o atual campeão olímpico,  o russo Gennady Shatkov, ouro em Melbourne-1956. E o mundo então, se encantou por aquele jovem boxeador promissor.

Ao final da luta que resultou no título olímpico, Cassius foi perguntado sobre o fato de não poder comer em determinados locais que não permitiam a entrada de negros, e ele respondeu que não tinha problema, pois a América era o maior país do mundo. Mas após ter sido barrado em uma lanchonete nos Estados Unidos, justamente por causa da cor da sua pele e mesmo afirmando que era um campeão olímpico, Cassius atirou sua medalha no rio.

Cassius se converteu ao islamismo, passou a ser Muhammad Ali, se tornou um dos maiores pugilistas de todos os tempos, sempre lutou contra o preconceito, e nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, retornaria triunfante: ele foi convidado para acender a pira olímpica, e novamente, sua participação nas Olimpíadas foi brilhante. Inclusive, Ali foi homenageado: na cerimônia, recebeu uma réplica da medalha olímpica que havia ganhado em 1960. Um pedido de desculpas de sua nação, reconhecendo todos os esforço do pugilista para diminuir o preconceito racial em sua terra natal.