E agora, Nico? Últimos 5 atacantes estrangeiros não deram certo no Inter

Nico López
Divulgação/Nacional

Caso desembarque no Beira-Rio para ser o comandante do ataque do Inter no restante de 2016, o uruguaio Nico López terá a missão de apagar a imagem deixada pelos últimos atacantes estrangeiros que passaram pelo clube. Desde 2011, o colorado vem tendo no mínimo um jogador de ataque de outra nacionalidade no plantel principal, e a resposta jamais foi a esperada.

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Nem mesmo Diego Forlán, craque da Copa de 2010, recebido com status de ídolo no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, conseguiu brilhar com a camisa vermelha. Abaixo, relembramos os últimos cinco avantes estrangeiros que jogaram, ou deixaram de jogar, no colorado. São nomes que Nico López obrigatoriamente terá que superar em termos de rendimento para ter vida longa no Beira-Rio.

Cavenaghi (2011) O argentino abriu a série de insucessos colorados nas contratações de atacantes estrangeiros. Fernando Cavenaghi foi mais um que desembarcou no Beira-Rio e pouco tempo depois já estava longe de Porto Alegre. Jogou pouco em 2011 e muitas vezes até sobrava do banco, já que o Inter excedia o limite de estrangeiros com D’Alessandro, Guiñazu e Bolatti. Fez apenas dois gols pelo colorado.

Forlán (2012-2013) – Não houve sequer um colorado que não tenha se empolgado com essa contratação, efetuada em julho de 2012. Seus vencimentos giravam em torno de R$ 400 mil mensais e o valor não se justificou em campo. Em nenhum momento o uruguaio relembrou aquele jogador da Copa de 2010. O seu auge foi o título gaúcho de 2013, em uma campanha que, de fato, teve bom desempenho – mesmo assim, muito pouco para o que se esperava dele. Saiu no final da mesma temporada.

Scocco (2013) – Destaque do Newell’s na Libertadores de 2013, o atacante chegou ao Beira-Rio cercado de muitas expectativas. Mas decepcionou. Após um investimento da diretoria de quase R$ 15 milhões, o argentino jogou 21 vezes e fez apenas 4 gols. No final de 2014, pediu para sair do clube alegando que estava sem “adrenalina” para jogar no Inter. O episódio irritou os dirigentes e os torcedores.

Luque (2014) – Contratado junto ao Colón, da Argentina, em 2014, Martín Luque não confirmou no Inter as expectativas que se tinha sobre o seu futebol. Veio com o status de jovem veloz e driblador, como um verdadeiro ponta esquerda. Mas, nas chances que teve, não foi bem. Amargou inúmeros jogos na reserva e em outros tantos sequer era convocado. Atualmente, está emprestado ao Peñarol, do Uruguai.

Lisandro López (2015) – Embora tenha começado bem no Inter na temporada passada, com gols importantes sobre o Atlético-MG nas oitavas da Libertadores, o argentino decaiu muito e pouco acrescentou no segundo turno do Brasileirão. De volta ao Racing em 2016, Licha já acumula um golaço de bicicleta no clássico contra o Independiente fora de casa e um gol e duas assistências na estreia da Libertadores (4×1 sobre o Bolívar).



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.