Agência Mundial Antidoping pede exclusão da Rússia da Rio 2016

Rússia
Crédito da foto: Reprodução / Site oficial dos Jogos Olímpicos

O escândalo de doping que atingiu a Rússia em 2015 pode ter consequências ainda mais graves. Nesta segunda-feira (18) a Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês), sugeriu a exclusão da Rússia de todas as competições da Rio 2016.

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Em causa estão os resultados dos exames antidoping dos atletas que representaram a Rússia nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, na cidade russa de Sochi. De acordo com a investigação realizada pela Wada, os resultados foram fraudados pela Rússia. Assim, a entidade pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que os atletas russos fossem excluídos da disputa da Rio 2016 como forma de punição à Federação Russa.

“A surpresa no resultado da investigação de Sochi foi a revelação da extensão da supervisão e controle diretivo do laboratório de Moscou no processo e acobertamento das amostras de urina dos atletas russos de todos os esportes antes e depois dos Jogos de Sochi”, afirma Richard McLaren, advogado canadense designado pela Wada para elaborar o documento sobre a investigação.

Com o resultado da investigação, a pressão das federações de outros países à Rússia aumenta. Uma delas foi a dos Estados Unidos, que se manifestou a respeito do relatório e fez críticas ao sistema antidoping. “O relatório confirma o que já dissemos anteriormente: o atual sistema antidoping está quebrado e precisa urgentemente da atenção de todos para proteger os atletas limpos”, afirmou Scott Blackburn, CEO do Comitê dos Estados Unidos da América.

Entenda o caso

No dia 9 de novembro de 2015, a Wada divulgou um relatório de 323 páginas revelando o esquema de fraude de doping no Atletismo russo. A agência antidoping russa (RUSADA) fornecia substâncias dopantes proibidas aos atletas, enquanto a Federação Russa de Atletismo (ARAF) pagava propinas ao laboratório de Moscou (liderado por Grigory Rodchenkov) e à Federação Internacional de Atletismo (IAAF) para que os atletas russos não fossem pegos em torneios internacionais.

Em maio deste ano, Rodchenkov confirmou a existência do esquema ao jornal “The New York Times” e que as ordens vinham de Yuri Nagornykh, ministro do Esporte, Turismo e Políticas para Jovens da Rússia.

Inicialmente, a IAAF impediu todos os atletas russos de atuarem nas competições de Atletismo da Rio 2016, mas retrocedeu na decisão no dia 23 de junho. Ainda assim, os atletas sem envolvimento com doping como Yelena Isinbayeva, do salto com vara, poderão, até segunda ordem, participar dos Jogos, mas não poderão representar a Rússia.

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