Especial dia dos namorados: Rivais em campo, parceiras na quadra

Foto: Arquivo pessoal

Thaís Giacomini (29) e Helo Manfrin (28). Thaís é corintiana e Helo é são-paulina, elas protagonizam um majestoso no especial Torcedores.com Dia dos namorados. Elas estão juntas há oito meses e foi o futebol que as uniu.

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Thaís e Helo se conheceram jogando bola. E o futebol é arte, Thaís conta que é zagueira e a Helo é atacante e faz muitos gols e com dedicatória, sim! Elas jogam juntas no Pelado Real Futebol Clube.

Acervo pessoal
Acervo pessoal

A são-paulina conta toda orgulhosa que já até recebeu seu presente do dia dos namorados: a camisa nova do São Paulo.” Ganhou com nome e tudo”,  diz Thais, ainda mais orgulhosa.

Oito meses. Começo de namoro, pergunto se elas estão no ‘love’ ainda ou se as provocações do time já rolam. Thaís diz: – Sempre rola né.

Já, Helô diz que não muito. “Eu até torço pro time dela na Libertadores já que o meu foi eliminado”, diz Thaís, a namorada já retruca: “ Mas no fundo, bem no fundo, sabemos que quer que perca”, disse Helo, querendo dizer que no fundo ela só torce pelo companheirismo, mas quer mesmo que perca. E então, Giacomini desabafa: Ela não torce pro meu time não (risos) Nem se o dela for eliminado. Eu torço pelo time dela por amor mesmo, porque não torço para o  SPFC nem pela minha avó que ama o time”.

Diante de tal desabafo, Helo já sai em sua defesa, mesmo sendo atacante: “Na verdade, eu não quero que perca pra ela não ficar chateada, mas se perder escondo minha alegria”, conta aos risos.

Juntas há oito meses, lembrei que elas já estavam juntas no 6 a 1 de novembro do ano passado, na Arena Corinthians. Helo disse: “Fingi que não era comigo. Eu fiquei muito p*, mas não demonstrei, era começo de namoro né, não podia mostrar mau humor”, disse aos risos, agora que já faz tempo. Thaís disse que conhecendo a amada, pegou leve: “Percebi que ela disfarçava e fingia que não estava nervosa, então zoei de leve porque não tinha graça”, disse ela rindo.

Elas nunca foram ao estádio juntas, mas querem ir e visitar as duas casas. Thaís já diz que prefere um jogo que não seja um clássico, pois  tem medo da violência.

Thaís conta que o casal gosta muito de futebol, mas não se consideram fanáticas: “Eu sempre falo: amor, hoje tem jogo, vamos assistir? Não importa o jogo, às vezes assistimos tipo Palmeiras, gostamos de futebol, mas não somos loucas pelo time nem fazemos Cartola (risos), só gostamos de assistir juntas por estarmos juntas”.

Helo, conta que com o passar dos anos, amadureceu com relação a forma de reagir pelo futebol: “ Muito antigamente eu levava muito a sério o futebol, era são-paulina roxa, até terminei um relacionamento por isso…Mas hoje não, não levo tão a sério, não “brigo” por futebol, ainda mais com ela né.  Prefiro que sejam campeões, do que ela fique triste. E hoje em dia, hoje, eu sei que o Corinthians está melhor que o São Paulo…Só aposto com ela quando  tenho certeza que vou ganhar”, conta a são-paulina.

Elas também contam que como a maioria, a influência dela com o futebol foi familiar:  “ Minha mãe era corintiana e meu pai santista”, diz Thaís, completada pela amada “Família…a minha inteira é são-paulina, e são loucos por esporte. Minha tia são-paulina fanática,  sempre levava meus primos e eu no estádio”.

Mais um casal, unidos pelo futebol e pela paixão como qualquer outro.



Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."