Prass diz que pode jogar mais quatro anos. E só pelo Palmeiras

Fernando Prass
Crédito da foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Neste domingo, o Palmeiras recebe o Corinthians no Allianz Parque, às 16h (horário de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro no segundo encontro entre os rivais em 2016. No primeiro, pelo Paulistão, o Verdão levou a melhor no Pacaembu por 1 a 0 com gol de Dudu. Mas herói mesmo, que se pode considerar, foi Fernando Prass. O camisa 1 alviverde defendeu pênalti de Lucca quando o placar ainda estava 0 a 0. Aliás, o Timão é um adversário que ajudou indiretamente a Prass elevar seu nível até para ser cogitado em seleção brasileira.

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Em 2015, os pênaltis de Petros e Elias, na semifinal do Paulistão, também certamente estão entre as defesas mais emblemáticas do camisa 1. Idolatrado pela torcida do Palmeiras por esses e tantos outros lances geniais debaixo das traves, Prass revelou, em entrevista ao jornal Lance!, que planeja encerrar sua carreira no clube alviverde, e nenhum outro lugar. Nem mesmo o Vasco, onde se destacou na conquista da Copa do Brasil de 2011 e de onde se transferiu para o Verdão, no começo de 2013.

“Quando cheguei aqui, com 35 anos, muita gente ficou indignada por eu assinar um contrato de três anos. Já estou indo para o quarto, para o quinto ano (contrato acaba em dezembro de 2017), e estou em um nível bom, quem sabe até melhor do que quando cheguei. Isso me dá uma perspectiva muito boa de passar dos 40 anos jogando em alto nível. E uma coisa que tenho muito clara para mim – é continuar jogando em alto nível no Palmeiras. Se eu não continuar jogando em alto nível no Palmeiras, provavelmente eu não jogue em mais nenhum outro lugar. A minha ideia é jogar em alto nível por, no mínimo, mais quatro anos. E no Palmeiras. Se não acontecer isso, provavelmente eu não jogue em nenhuma outra equipe”, confirmou o arqueiro, hoje à beira dos 38 anos.

Há dois anos, Prass teve que se submeter a uma cirurgia no cotovelo, justamente quando o Palmeiras estava correndo sérios riscos de ser rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro. Depois disso, foram raros os momentos em que o goleirão se ausentou por lesão. Resultado de um belo trabalho feito no clube e também pela equipagem na academia.

“Eu, em relação ao corpo, não tenho problema nenhum. É difícil um jogador treinar sem dor. Eu tenho dor no dedinho da mão, uma ou outra pancada, mas dores crônicas de ombro, joelho, essas coisas, eu não tenho nada. Nas máquinas novas que o Palmeiras tem aí, que medem força, potência, meus testes são sensacionais, de repente até melhores do que quando eu era mais novo, porque não tinha essa aparelhagem toda. Desses elementos que te levam a fazer uma projeção de encerrar a carreira, eu me considero no top dos dois. Eu sou motivadíssimo para treinar, estar aqui treinando no dia seguinte a um jogo não é pesado para mim, quando o jogo é de noite eu treino de manhã, para mim é prazeroso. Então são coisas que me ajudam muito a ter essa longevidade”, avaliou Prass.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.