Opinião: Eurocopa 2016 precisa temer o terrorismo. Toda vigilância ainda será pouca

Crédito da foto: Reprodução / Twitter

A França sedia a Eurocopa 2016 tentando provar a si mesma e ao mundo que não tem medo dos novos atentados terroristas no país, após recentes episódios em Paris e na Bélgica. A quantidade de gente concentrada e a importância dos envolvidos no torneio que começa hoje é uma oportunidade boa demais para os terroristas tentarem chocar o mundo mais uma vez.

LEIA MAIS
EURO 2016: SAIBA QUEM FORAM AS REVELAÇÕES DE OUTRAS EDIÇÕES

É verdade que todas as precauções estão sendo tomadas. A CNN informa que as autoridades já têm planos para (tentar) conter ataques com armas, bombas de detonação remota e até drones carregando explosivos e armas químicas. 100 mil homens e mulheres estão convocados fazer a segurança de ruas, fã zones e estádios.

A França não está travando sozinha essa batalha sem fim contra o terrorismo. A Ucrânia prendeu um francês, acusado de planejar ataques antes e durante as partidas da Euro 2016. Outros países como Estados Unidos e Inglaterra já deixaram claro que o risco de atentados – de autoria ou não do ISIS – é grande. A população terá à disposição um aplicativo de celular, desenvolvido pelo governo, para informar e alertar sobre risco de atentados ou qualquer incidente, bem como o grau de avaliação.

Tudo isso vai garantir que não haja atentados? Longe disso. Muito longe. A França corre sério risco de ver uma catástrofe acontecer durante a Euro 2016, mas isso, em hipótese alguma, pode impedir que o torneio seja realizado.

O terrorismo, muitas vezes disfarçado de radicalismo religioso, tem um longo caminho para ser controlado, que vai desde a tolerância com outras culturas até a descoberta (ou a coragem de admitir) daqueles que asseguram a saúde financeira dessas organizações, seja voluntariamente, comprando obras de arte roubadas no mercado negro, petróleo, doação de armas e até formas involuntárias como, pasmem, o resgate de crianças sequestradas.

Tal qual diz o título, a França precisa, sim, temer novos ataques terroristas. O medo, nesse caso, joga a favor, porque força o país, como visto, a adotar uma vigilância constante, que ainda assim será pouca.



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias