Muller sobre Palmeiras x Corinthians: “Cuca dá mais liberdade ao jogador criativo”

Muller
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A bola cruzada da direita do ataque palmeirense não encontrou os pés do capetinha Edílson porque o zagueiro André Santos se jogou no caminho, mas ela voou tão alto e sem direção que caiu alguns metros ao lado, onde Célio Silva, Wilson e Nilson foram ao seu encontro. Melhor para o zagueiro que a tirou de cabeça. Melhor ainda para o atacante Muller, que esperava na entrada da área um possível rebote e, de primeira, acertou um ‘chutaço’ no canto do gol vazio.

Esse foi o começo da vitória do Palmeiras sobre o Corinthians por 2 a 0 no Pacaembu em 1995 e o clássico inesquecível do atacante, que anos depois jogaria no rival.

– Eu joguei vários clássicos, mas lembro bem deste jogo no Pacaembu, nós ganhamos por 2 a 0 e eu fiz um gol bonito, em uma rebatida do goleiro, peguei a bola no ar e acertei um belo chute, afirma Muller.

Aquele era o começo de um time do Palmeiras que faria história no ano seguinte, com um ataque poderoso que fez mais de 100 gols no Paulistão. Hoje a história é diferente e o clube vive um momento de reconstrução. Essa mudança passa pelas mãos de Cuca, que em pouco tempo já conseguiu mudar a mentalidade do time. A afirmação do treinador pode ter um grande passo neste clássico contra o Corinthians.

– Clássico é aquela velha história, por mais que um time esteja em construção, ele se supera, ainda mais jogando contra o líder. Para mim, o jogo é equilibrado. O Corinthians é um time definido e o Palmeiras está saindo da indecisão para afirmação. O Cuca está dando corpo tático ao time, que está em ascensão. O Corinthians tem estabilidade, certamente vai ser um grande jogo.

Pedido por muitos na Seleção Brasileira, Tite é quase unanimidade no Corinthians, no entanto, Muller diz que prefere o estilo mais ofensivo e, até certo ponto, destemido de Cuca.

– Gosto do esquema do Cuca, que dá mais liberdade para o jogador criativo, valoriza o individualismo. O Gabriel Jesus cresceu muito com ele e tem feito muitos gols, está em crescimento. Cuca deu essa liberdade para ele atacar e finalizar. O Jean cresceu muito também, assim como a entrada do Fabricio, um jogador bom, forte, inteligente e de boa técnica, o time está começado a se firmar, afirma Muller.

Veja o gol inesquecível de Muller, em 1995.