Meu Palmeiras x Corinthians Inesquecível foi: Final do Paulistão-1993

Reprodução/Facebook

Palmeiras x Corinthians. O jogo. O clássico. E 12 de junho é o Dia dos Namorados. Um dia antes do dia de Santo Antônio, o famoso ‘santo casamenteiro’. E apenas quatro dias após meu aniversário. No entanto, este dia, para minha pessoa, significa muito mais para mim. Significa o dia em que, finalmente, pude sorrir por causa de futebol. Por causa do Palmeiras. Lá no ano de 1993.

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Como já falei, faço aniversário no dia 8 de junho. Naquele ano, eu fiz nove anos de idade. Quando você é criança, nunca se festeja aniversário em dia de semana. Tem que ser sempre no final de semana, de preferência no seguinte. E o dia 12 caiu num sábado, mas que data propícia! Final de Paulistão, e ainda mais, Palmeiras x Corinthians! Não podia haver outro jogo perfeito que não fosse aquele.

Era uma criança meio assim com futebol. Estudava em uma escola quase cheia de corintianos e são-paulinos (ainda bem que a diretora era palmeirense) e quando o time perdia, lá vinha zoeira. Ainda mais depois do primeiro jogo, o do Viola, o do porco… aquele jogo!

A semana foi meio doida aquela, mas me concentrei em meus deveres antes de pensar no jogo. Naquele época, era díficil passar jogo para a praça da partida, só aqueles de ‘extrema importância’ (ou aqueles em que os times poderiam receber um troco a mais). Não tinha essas coisas de direitos de transmissão, TV a cabo e nem canais brigando feito loucos oferecendo uma graninha a mais para fazer os clubes assinarem com eles.

Foi só no dia da partida em que vi em algum programa da Globo que eles iriam passar a partida (se não me engano passou na Manchete e na Band também). O primeiro Palmeiras x Corinthians já não tinha passado (pelo menos isso é o que me recordo), portanto era questão de vida que passasse o segundo.

Combinei com a minha mãe que o tema da minha festa seria o Palmeiras, para comemorar o título se viesse., e ela como uma palmeirense ultramegaverde, concordou. Algumas coisas de um aniversário que fiz quando eu tinha uns 3,4 anos e que foi com o tema Palmeiras foram achadas e tudo começou a ser armado enquanto o jogo não começava. Quando começou…

Talvez eu não fiquei tão tenso como fiquei no final da Copa do Brasil do ano passado, afinal eu ainda era um pequerrucho sem compreensão do que eram as coisas do futebol. O jogo começou com aquela tensão, as expulsões, o clima de briga, aquele time do Palmeiras construído do 1 ou 11 e no banco ‘pra vencer’. Tinha que ser naquele dia ou não seria mais em nenhum.

Saiu o primeiro gol, comemorei. E a partida seguiu, com o Palmeiras tendo de vencer no tempo normal e prorrogação para erguer aquela taça. Evair, Zinho, César Sampaio, Edílson, Evair, Sérgio, todo o resto, jogando para provar que aquele era ‘o time’.

Depois veio o segundo e mais tarde, o terceiro. Mais comemoração. Já começava a sentir que a festa iria acontecer do jeito que eu queria. E as coisas sendo arrumadas, muitas com motivos palmeirenses. O tempo normal acabou, tenso como nunca, com expulsões e mais. Veio a prorrogação, o pênalti, o gol do Evair, o título, a comemoração.

Não posso dizer se foi a melhor, mas é a festa que mais consigo lembrar de alguma coisa. Foi talvez um dos primeiros dias em que me senti plenamente feliz. Como pessoa. Como torcedor. Foi a primeira vez que vi meu time ser campeão, a primeira de muitas dos anos que viriam. A primeira vez que pude ir para a escola sem ser enchido pelos colegas. Aquele sábado foi triunfante e a festa foi boa, com bolo e tudo. E presentes. E os negócios do Palmeiras ali mostrando quem mandava ali.

Até hoje fico me perguntando se não deram uma ‘coça’ nos caras dizendo que iriam mandar todo mundo embora se o time não ganhasse o Paulista. Do jeito que nossa então parceira pagava, não duvido nada. Mas, acho que nunca vou saber a resposta. A única coisa que sei é quem aquele foi o jogo. O meu 12 de junho favorito. Talvez do único amor da minha vida e que não faz parte da minha família que eu consegui, apesar dos pesares, ser feliz. Não sou o cara que obtém sucessos com as mulheres e por muitas vezes o Palmeiras falhou comigo, mas quando tudo ocorreu bem…

12 de junho de 1993. O meu Palmeiras x Corinthians inesquecível. O meu 12 de junho favorito. Quem sabe domingo não seja o do(a) seu(sua) filho(a). Basta acreditar.

 

 

(Crédito da foto: Reprodução/Facebook)