Estreia no Grand Prix expõe velho problema do time brasileiro

Crédito da foto: Divulgação/CBV

O Brasil começou o Grand Prix 2016 com uma vitória sobre a Itália de 3 a 1 (23/25, 25/15, 25/15 e 27/25). Foi início um tanto trôpego. Dois sets difíceis, o primeiro e o quarto, pelos quais o Brasil não precisava passar já que estava em quadra praticamente com a sua força máxima e a Itália composta majoritariamente por suas novatas. Dá-se o desconto da falta de ritmo de competição – mal do qual a Itália não sofreu -, mas, mesmo assim, não era para ter tido tanta dificuldade.

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A questão é que o problema que atormenta o time brasileiro não é falta de ritmo, é outro. Um problema que incomoda há mais de dois anos e só piora a cada competição: a dificuldade de definição dos ataques, principalmente pelas pontas. Na virada de bola, então, é um parto conseguir colocar uma bola no chão de primeira. Na partida de hoje, nem Garay nem Natália, as mais acionadas pela Dani Lins, tiveram bom aproveitamento.

A Natália, que poderia ser uma jogadora para mudar esta tendência, está muito contida. É verdade que alguns levantamentos da Dani não chegam bem. Mas em outras bolas que ela poderia soltar o braço, ela faz o básico. Imagino que todos nós torcedores compartilhemos das palavras do Zé Roberto num dos tempos técnicos: “Vai pra porrada, Natália!”.

Como o Zé complementou, é a única maneira de ela ganhar confiança. Natália está pouco à vontade. Se continuar assim, não irá valer a pena enfraquecermos nosso passe para termos ela no lugar da Jaque. Até porque nossa recepção tem dado prejuízo. Não foi uma boa partida do Brasil neste fundamento.

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