Especial dia dos namorados: Domingo ele no Allianz e ela em casa

Foto: Arquivo pessoal

 

Sergião Bertollo , nasceu em 1981, tem 34 anos. Sua amada Marcela Stocco, nasceu em 1996 e  tem 20 anos. Eles estão juntos  há 8 meses.  Aqui, temos dois mundiais em campo, e os dois são do Corinthians. Ele palmeirense, ela corintiana.

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No ano em que ele nasceu, nenhum dos clubes ganhou nada, já no ano em que ela nasceu o palmeiras ganhou o Paulista. Já o Corinthians não venceu nada em 96.

“Existe um combinado entre nós que em dia de jogo não podemos tocar no assunto, se não a briga fica feia. Na maioria das vezes não nos controlamos, mas estamos aprendendo a lidar com isso. Domingo já está combinado, pra não ferrar o dia dos namorados”, contou Marcela.

Domingo, dia dos namorados e dia de clássico, ele estará no Allianz e ela em casa. “Ficarei com ela até as 13h00, aí vou ao jogo. Depois do jogo volto pra jantar com ela e se Deus quiser com a vitória do glorioso Palestra”, conta Sergião. Curiosa, pergunto a Marcela se nem passou pela cabeça dela ir com ele e ela é taxativa: “Não, não dá. Eu morreria espancada lá no meio, não aguentaria segurar”.

De todos os casais entrevistados, eles são certamente os mais fanáticos e os com a maior rivalidade. Ele chegou a dizer que isso é o que os trava um pouco, mas é muito visível que é o amor que dá o limite a eles. “Por mais q nos amamos como homem e mulher… Temos um amor forte por nossos times também. Eu respeito isso nela e ela em mim, mas não deixaria de  ver o Verdão se ela quisesse ir ao cinema por exemplo (risos). Por mais que exista uma rivalidade, a ‘tiração’ de sarro e até mesmo o nervoso que as vezes passamos com as provocações, existe um respeito e também o medo de  perder um ao outro”, conta Sergião.

“Acredito que quando vemos que está ficando sério demais, damos uma segurada na emoção (risos), para não ir longe demais”, conta ela.

Com este casal é realmente clima de Dérby, todo dia. Ela conta que nem nos copos do Corinthians na casa dela, ele bebe. “Ele pode estar morrendo de sede, mas não bebe de jeito nenhum”. Eles também não trocam presentes dos times. Nem ele entra na loja do Todo Poderoso, nem ela entra na loja do Academia Store. “Quando estamos no shopping e ela quer ir ver uma roupa, entro na loja que ela quiser, mas se quer ir à loja daquele time lá… Não entro em loja do Timão nem a pau. Eu fico pra fora sentando nos banquinhos”, conta ele.

Sergião também conta que ela é bem liberal com o fanatismo dele, “Ela me conheceu sabendo que sempre gostei disso. Nasci numa família, descendente de italianos, totalmente fanática pelo Palmeiras. Eu cresci assim. Ela nunca ‘pesou’ em mim por ir aos jogos. E eu a apoiei a fazer um fiel torcedor, mas infelizmente minha companhia ela não terá”.  Eles moram na Grande São Paulo, ele não a acompanha, mas como todo alguém que ama, ele se preocupa dela ir sozinha por conta da distância do estádio.

Eles nunca foram ao estádio juntos, mas este momento já tem data para acontecer e hora para acontecer.  Dia 21 ela vai com ele no Palmeiras x América-MG. “Vou conhecer o chiqueiro”, diz Marcela. Ele conta que isso ele não faria nunca, “Neste ponto ela é mais ‘suave’. Eu sou muito cabeça fechada para isso, Já disse que no ‘salão de festas’ dela, eu não vou nem a pau”. Marcela vai com ele ao estádio, mas não dá o braço a torcer não, diz que vai pela arquitetura, já que ela cursa engenharia civil, “Eu gosto de conhecer lugares novos, ainda mais mega construções como o estádio”. Já ele, é contábil. Ao menos no quis respeito a números eles se entendem.

Mas eles se entendem mais coisas também, apesar da rivalidade o que ela é mais gosta nele é o senso de humor: “Eu admiro muito a capacidade que ele tem de animar todos que estão à volta dele, ele tem uma energia muito boa. Ele tem essa cara de marrudo, assusta pelo tamanho, (Sergião tem 1,82 e 113kg) mas, é uma pessoa que faz de tudo pra ver as pessoas que ele ama felizes. Isso é oque mais me encanta”, conta ela derretida e ele dá a prova disso mesmo:

“Na família dela só tem corintiano, ele me zoam e eu não seguro não Eu mando bala, falo mesmo: Aqui é palmeiras!!! Até o sogrão eu já provoquei”.

Até mesmo o amor impõe limites na rivalidade.



Formada em jornalismo pelo Mackenzie, demorei anos para perceber que dá, sim, para ir atrás dos sonhos e trabalhar com o que se gosta: o esporte. Hoje me divido entre o esporte e a política. Nunca vou me conformar com os que dizem: "É só futebol.."