Três erros cometidos pelo Palmeiras na Libertadores

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

O Palmeiras voltou a disputar a Copa Libertadores da América neste ano após a conquista da Copa do Brasil do ano passado. Era uma temporada de muita expectativa para a torcida e diretoria, pelo investimento feito e também pela tempo que o Palestra não conquista a competição internacional (desde 1999).

Entretanto, a decepção foi grande também. O Palestra foi eliminado ainda na fase de grupos. Caiu no grupo da morte junto com Nacional do Uruguai, Rosario Central da Argentina e River Plate do Uruguai. Os dois primeiros avançaram às oitavas e estão hoje nas quartas de final.

Diversos erros foram cometidos pelo Palmeiras. Não é comum ver um brasileiro eliminado na fase de grupos, ainda mais um time com a tradição do Verdão. Muitos jogadores foram contratados e a maioria foram para serem reservas de um time que não encantou ano passado. Deveriam ser contratados jogadores para serem titulares, não reservas. Roger Carvalho, Rodrigo, Vagner, Régis, Erik não precisavam vir para esquentar o banco ou nem ser relacionado. Poderiam trazer menos jogadores, porém melhores e qualificar o time titular. Este foi um erro.

Outra questão foi a insistência com Marcelo Oliveira. O comandante já não agradava pelo modo de jogar, mesmo com o título da Copa do Brasil, desde o ano passado. Muitos jogos fracos e alguns resultados vexatórios e mesmo assim ele continuava como treinador do Palmeiras. Foram contratados jogadores que ele pediu, mas o futebol não melhorou. Alguns resultados mentirosos (como a vitória sobre o Rosario Central no Allianz) o fizeram permanecer no clube e no momento que o futebol apresentado refletiu nos resultados, Marcelo foi demitido. Tarde. Foram 3 pontos perdidos em casa para o Nacional e dois fora de casa contra o River Plate. Fizeram falta.

Sobrou raça e vontade nos últimos jogos, mas faltou nos primeiros. Contra o River no Uruguai, os três pontos eram dados como certos. Não poderia empatar com uma equipe pequena do Uruguai. Se comparar com os grandes do país ao sul do Brasil, o investimento do Palmeiras é muito maior. Contra o pequeno, é infinitamente superior. Contra o Nacional em casa, também faltou vontade. Pouca movimentação, variação tática. Isso era do treinador, Marcelo Oliveira, mas os jogadores poderiam ter se dedicado um pouco mais, como foi nos jogos finais.

 



Jornalista formado pela FIAM FAAM. Apaixonado por futebol independente do país ou divisão. Setorista do Inter e esportes olímpicos. Contato: mohamed.nassif12@hotmail.com