Rei do acesso, Wellington Saci fala sobre Ronaldo, Mano Menezes e revela traquinagens de Dentinho

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Foto: Divulgação/Criciúma

Das últimas dez edições do Campeonato Goiano, apenas em uma delas Goiás ou Atlético Goianiense não conseguiram levar a taça. A exceção aconteceu em 2008, quando o Itumbiara ganhou o inédito título estadual. Aquele time tinha nomes consagrados como o goleiro Sérgio e o atacante Basílio, mas também abriu espaço para Wellington Saci.

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Além do troféu, o lateral-esquerdo recebeu outro prêmio, uma transferência para o Corinthians, que disputaria a Série B e vivia um momento de reconstrução, com a chegada de Mano Menezes e outros jogadores.

“Me sinto parte da reestruturação do clube, fomos campeões da Série B, e depois o time ganhou o Paulista e a Copa do Brasil, Esse grupo foi muito forte, todos temos uma parcela de contribuição”, diz Saci.

Sem clube desde o começo do mês passado, quando deixou o Criciúma, Saci treina em Belém enquanto não assina com outro clube. Conhecido como o ‘Rei do Acesso’, Wellington Saci já subiu com cinco times diferentes. O primeiro foi o Corinthians, depois vieram Sport (2011), Atlético-PR (2012), Figueirense (2013) e Joinville (2014).

“Fiz 15 jogos e aí decidiram que não queriam conta comigo para a Série B, que o salário era alto, mas não tem explicação”, afirma. Antes de assinar com o Criciúma, Saci jogou a segunda divisão pelo CRB. “Estrou treinando e pretendo jogar a Série B para subir, mas está difícil achar clubes que paguem direito, o CRB me deve premiação, por permanecer na divisão”, conta.

Embora tenha jogado como meia em algumas partidas do estadual, Saci diz que era opção do treinador e prefere atuar na lateral, posição que o levou ao Timão.

“Quando cheguei o André Santos já estava lá e com ritmo, ele conhecia o clube bem, eu tive minha chance e aos poucos fui conseguindo oportunidades”, lembra. No Corinthians, Saci diz ter vivido um dos melhores momentos na carreira quando pode jogar com o ídolo Ronaldo.

“Foi uma experiência boa, jogar com o Ronaldo, meu ídolo no futebol, foi fantástico conviver com ele, dividir a concentração, isso é algo que vou levar para o resto da minha vida”.

Inesquecível mesmo foi a estreia do Fenômeno, em jogo da Copa do Brasil. “Fomos jogar lá em Itumbiara e na chegada foi uma recepção que nunca mais vou esquecer, ele estreando e a torcida gritando mais o meu nome do que o dele. O Andrés Sánchez até me perguntou o que eu tinha feito por lá para ser idolatrado”, diz.

As lembranças da época de Ronaldo no Corinthians não param por aí. Wellington Saci diz que, apesar de ídolo, o Fenômeno não tinha comportamento diferente e fala que o verdadeiro Saci do grupo era Dentinho. “O Ronaldo era humilde, nunca foi intocável, ele brincava e aceitava ser zoado, um cara acima da média, dentro e fora de campo. Agora, o mais ‘brincalhão’ era o Dentinho, para aguentar era difícil. O tempo todo ele brincava, escondia o sapato de todos na concentração, amarrava um sapato no outro, dava nó, amassava e escondia o bilhete de passagem do aeroporto. Ele descontraia o grupo”, diz Saci.

Embora tenha deixado o Timão para jogar pelo Atlético-MG, Wellington Saci diz que a saída foi opção sua e elogia o ex-técnico Mano Menezes. “Já tinha a conversa de que o Roberto Carlos chegaria, achei melhor sair. Trabalhar com Mano Menezes muito bom, ele foi o melhor técnico com quem trabalhei, tinha simplicidade e humildade no dia a dia. Fora de campo e no vestiário, sempre foi simples”, afirma Saci.