Opinião: Sport vai bem no mercado, mas decepciona em campo no primeiro semestre

Foto: Divulgação/Sport Club do Recife

Os campeonatos de primeiro semestre já acabaram e o Sport decepcionou tanto no Estadual, quanto no Nordestão. E a decepção é maior por conta das contratações destacáveis feitas pelo Leão no começo do ano.

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Após se destacar no Brasileirão de 2015, o Sport teve seu meio-campo e ataque “destruídos” com saídas de atletas para outras equipes. Mas, já no começo de janeiro, a direção rubro-negra surpreendeu anunciando diversas contratações comemoradas pela torcida.

A principal destas foi a chegada de Reinaldo Lenis, meia-atacante colombiano, contratado por cerca de R$ 3,1 milhões (valor que pode ser maior), vindo do Argentino Juniors. Outros reforços importantes foram os, também gringos, Mark González e Henríquez Bocanegra, ambos titulares em grandes equipes do Chile e Colômbia, respectivamente além de Túlio de Melo – com salário mais do que duplicado em relação ao que recebia no ex-clube

Além destas contratações consideradas caras, financeiramente, o Sport também contratou atletas que logo chegaram e vestiram a camisa de titular, como Serginho, Gabriel Xavier e Luiz Antônio. Outros não deram chance e, inclusive, já estão de saída (Maicon, Christianno, Jhonathan Goiano e Luís Gustavo).

De certo, pode-se afirmar que o Sport se destacou no mercado, reformulando seu elenco com mais de dez caras novas, em relação à equipe que terminou a temporada 2015. Mas, dentro de campo, sob o comando de Paulo Roberto Falcão, o desempenho foi aquém do esperado e isto inclui a falta de padrão tático da equipe nos jogos comandados pelo ex-craque da Seleção.

No Pernambucano, o Leão sofreu derrotas significativas, para clubes de menor expressão como o América, diante de seus torcedores na Ilha do Retiro, e duas doloridas derrotas para o Salgueiro, na fase de classificação, que já minavam a passagem de Falcão pelo clube rubro-negro.

Na Copa do Nordeste, o Sport teve dificuldades para garantir a primeira posição de sua chave, que contava com equipes como Fortaleza e River-PI. E, nas semifinais, o Leão foi desclassificado para o Campinense, equipe que ainda busca classificação para a Série D. Foi a gota d’água para a diretoria, que demitiu Falcão.

Oswaldo de Oliveira desembarcou em Recife na semana que antecedeu a partida de ida da final do pernambucano. Nos dois jogos contra o Santa Cruz, o Sport sofreu uma derrota, na ida, e empatou no jogo de volta, perdendo o título dentro de casa.

No geral, o primeiro semestre do Sport Club do Recife não é para ser esquecido, mas sim para servir como combustível para melhores atuações – e resultados – na segunda metade do ano, em que o time disputará a difícil Série A do Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-americana, torneio desejado pela direção ao “jogar fora” a Copa do Brasil.



Baiano, 22 anos, jornalista em formação pela Universidade Jorge Amado (UniJorge). Apaixonado por esportes em geral, de preferência basquete, tênis e futebol, este último com maior fervor. Contato: victorw10@outlook.com