Opinião: Santos jogou menos que o Osasco Audax, mas mereceu mais um título paulista

Foto: Divulgação/Facebook Oficial do Santos

Com justiça, o Santos confirmou o favoritismo, bateu o Osasco Audax (1 a 0) na tarde deste domingo, na Vila Belmiro, e obteve a sua 22ª conquista do Paulistão, embora tenha jogado menos que a modesta equipe da Grande São Paulo na finalíssima.

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O Audax dominou o primeiro tempo. Não fugiu de suas características. Marcou sob pressão a saída de bola adversária e não abdicou da posse de bola. Nos primeiros minutos chegou a ter 80% da posse. Ao contrário de Corinthians e São Paulo, o Santos não pressionou o time de Osasco e apostou em contragolpes. Visivelmente sem nenhuma condição física, o meia Lucas Lima ficou em campo por apenas 25 minutos. O atacante Paulinho o substituiu e teve boa atuação, sendo importante na recomposição defensiva.

O Santos conseguiu acertar a sua marcação e começou a se soltar no ataque, mas o Audax seguiu mais perigoso. Tchê Tchê, autor de um golaço do meio da rua na classificação sobre o Corinthians, deu um chute parecido, porém, dessa vez a bola atingiu a trave de Vanderlei. E foi num contra-ataque que o Peixe fez o gol do título. Aos 44 minutos, Vitor Bueno avançou em velocidade pelo campo de defesa e acionou Ricardo Oliveira, que deu um drible desconcertante em Bruno Silva e tocou para o gol.

Na etapa final, o Audax manteve o domínio da posse de bola, mas sem a mesma agressividade. O Santos continuou postado em seu campo de defesa à espera de um novo contragolpe mortal. No entanto, os visitantes tiveram chance de ouro para empatar. Ytalo cabeceou no travessão. Nos minutos finais, o time de Fernando Diniz tentou achar uma brecha na defesa alvinegra para forçar a decisão nos pênaltis. Por outro lado, o Santos perdeu a chance de ter uma classificação menos sofrida. Após contragolpe puxado por Victor Ferraz, Ronaldo Mendes, de frente para o gol, chutou longe. Houve gente que se desesperou e lembrou o gol perdido por Nílson no primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2015. Pouco antes, o Peixe teve gol de Joel mal anulado pela arbitragem. O alvinegro praiano esperou o apito final de Raphael Claus para comemorar a sua sétima conquista nas últimas 11 edições. Justo para o time que teve a segunda melhor campanha da fase de grupos, somente atrás do Corinthians, eliminado na semifinal.

O Audax merecia melhor sorte. Nos 180 minutos da decisão não foi inferior ao Santos. Muito pelo contrário. Foi ligeiramente superior ao adversário. O time de Fernando Diniz praticou o melhor futebol do Paulistão. E vou além, do futebol brasileiro neste primeiro semestre. Uma pena que o elenco vai ser desmontado. Tchê Tchê acertou com o Palmeiras. Camacho e Bruno Paulo estão a caminho do Corinthians. Yuri pode parar no Santos. Os atletas do Osasco merecem ser aplaudidos de pé pelos torcedores no retorno à cidade.



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)