Opinião: Procura-se o Flamengo

Ponte Preta 1 x 2 Flamengo
Crédito da foto: Divulgação/Gilvan de Souza/Flamengo

Talvez seja inédito na longa história rubro-negra o que vem acontecendo. Os acontecimentos dos últimos anos foram um marco (talvez irreversíveis) para o Flamengo, porém até que preço vale essa reestruturação? Antes que me condenem, não estou questionando o caminho da austeridade, mas e o que está vindo de bônus com ela? Ou melhor, o que se perdeu com esse processo que ocorreu no Flamengo nos últimos anos?

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Já virou unânime que se não tiver faixa no peito, de nada vale o balanço positivo no final do ano (embora seja o que alguns queiram acreditar). O Flamengo vem a muito tempo se importando em pagar as contas, sem levar em consideração que o crescimento da instituição é feita através de conquistas também; e não é questão de dar azar, o Flamengo não conquista NADA desde o carioca de 2014 (7 competições ou 9, se contar com Taças Guanabara).

Há sempre, porém, uma justificativa. O famoso “ano mágico”, aquele em que finalmente o Flamengo vai disputar tudo, que já virou até chacota entre os torcedores por nunca chegar. Todo ano falta algo para conquistar um mísero título. Eu me pergunto: É possível que tudo esteja dando errado, que o Flamengo esteja tão longe em infraestrutura que não permita ganhar do Vasco a 10 jogos, brigar anos seguidos para não cair, sendo que tudo está melhorando?  Não tem sentido, mas ai lembro que estamos falando de futebol, e mais, estamos falando de Flamengo, então tem algumas certas coisas que explicam sim.

Talvez nunca tenhamos uma gestão que entende menos de Flamengo, e não confundam o que eu disse, eles podem até ser Flamengo, mas não entendem nada do Flamengo. Não é concebível que se esqueça que a torcida em troco de um simbolismo barato; não é Flamengo se não sair com o calção sujo; escolheram uma pessoa para vice de futebol que entendem tanto de futebol quanto eu e você, um diretor executivo que novamente digo, não ganhou nada e, no entanto, parece intocável; para completar, um presidente que após eliminação no estadual e Primeira Liga, derrota na Copa do Brasil, aceita convite para ser chefe de delegação de um entidade que ele criticava até pouco tempo atrás.

O Brasileiro vem aí, seu Bandeira. Vai brigar pra não descer de novo?

Os menos culpados, (o que não exime-os de parte da culpa) são o técnico e os jogadores. Tudo bem que o poder de ser bisonho dos zagueiros tem nos surpreendido a cada jogo, mas sejamos razoáveis; O Flamengo tomou gol do Confiança, a zaga foi desmoralizada pelo lateral do Fortaleza e pelo Riascos que é bem modesto, faça me o favor. A filosofia que precisa ser implantada na Gávea não é só de jogo, é de origem também. Todo dia deveriam lembrar onde estão, por quem jogam, quem representam e o que se espera de cada jogador e dirigente que pisa lá.

Saudades do tempo que tínhamos “perebas” com raça…