Opinião: o Real Madrid é predestinado!! Mereceu a conquista da Champions League

Crédito da foto: Facebook Oficial da UEFA Champions League

O Real Madrid fez uma ótima Champions League, assim como o Atlético de Madrid. Mas não é possível dois campeões, e o título ficou nas mãos certas. A equipe de Zinedine Zidane jogou com inteligência, teve as melhores chances de decidir a partida, e mostrou ao mundo, que o Real é mesmo um clube predestinado a vencer a competição, não tem jeito.

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Com cinco minutos de jogo, o Real Madrid teve a primeira chance de abrir o placar em Milão. Reflexo de uma equipe que realmente se preparou para a grande final da Champions League. Zidane sabia que o adversário era uma equipe muito bem treinada, que sabe transformar uma partida em uma verdadeira guerra. Por isso, o Real Madrid entrou em campo com uma postura semelhante, tentando dominar o meio de campo, bloqueando os rápidos contra ataques do adversário. Toni Kross foi praticamente um cão de guarda dos merengues durante a primeira etapa, e ao lado de Casemiro, não permitiram os avanços do Atlético.

Se o Atlético de Madrid não conseguia criar perigo, o Real Madrid conseguia chegar em cobranças de bola parada. E foi justamente em um desses lances, aos quinze minutos do primeiro tempo, que Sérgio Ramos abriu o placar: Kroos cobrou a falta para dentro da área, Bale desviou a bola, e Ramos mandou para o fundo das redes. Sim, o mesmo Sérgio Ramos que em 2014 fez o gol de empate no final do jogo e levou aquela decisão para a prorrogação.

Era tudo que o Real Madrid queria, pois agora, o Atlético de Madrid teria que partir para o ataque, e não seria nada fácil passar por Kross, Casemiro e Modric no meio de campo, sem falar em Bale e Benzema ajudando na marcação pelas pontas do campo. Era um Real Madrid em campo com uma postura semelhante a do Atlético durante toda a temporada. E apesar de duas chances dos colchoneros com Griezmann, o primeiro tempo foi do Real.

No segundo tempo, Simeone fez o esperado: colocou o Atlético de Madrid para pressionar o Real, e para isso, trocou Augusto Fernandez por Carrasco. E logo nos primeiros minutos, surgiu a grande chance do empate: Pepe derrubou Fernando Torres dentro da grande área, pênalti para os Colchoneros. Mas Griezmann encheu o pé, e acertou o travessão, para frustração da torcida do Atlético de Madrid.

Apesar do pênalti perdido, Griezmann não se abateu e seguiu comandando o Atlético de Madrid no campo de ataque, ao lado de Carrasco. Zidane percebeu que o Real Madrid não conseguiria manter o ritmo da partida, e tirou Kroos e Benzema, colocando Lucas Vasquez e Izco para aproveitarem o contra ataque. Seria um jogo de ataque contra defesa.

Apesar de tentar fazer uma pressão, o Atlético de Madrid não conseguia ter chances claras de gol. Já o Real Madrid, teve uma grande chance com Cristiano Ronaldo, mas o artilheiro da Champions League desperdiçou. Poucos minutos depois, aos 33 do segundo tempo, Juanfran cruzou da direita, e Carrasco chegou para finalizar na área, empatando o clássico madrilenho em Milão.

A partida terminou em 1 a 1 e foi para a prorrogação. Os dois times estavam acabados fisicamente, e não conseguiam criar muitas chances durante os dois tempos da prorrogação. Estava claro: desta vez, a Champions League seria mesmo definida nas cobranças de pênaltis, por mais que as duas equipes tentassem se aproveitar da fraqueza alheia. Faltou gás para os dois times.

E nas cobranças de pênaltis, ambas as equipes aproveitaram as três primeiras cobranças, inclusive Griezmann dessa vez converteu o seu. Porém, Juanfran mandou a bola na trave, e sobrou para Cristiano Ronaldo, que passou o jogo inteiro despercebido, decidir. E o português decidiu: mandou a bola para o fundo das redes, e garantiu o décimo-primeiro título da Champions League para o Real Madrid.

É uma conquista inquestionável. O Atlético de Madrid novamente não conseguiu, parece que vai demorar para o futebol permitir que os colchoneros comemorem um título da principal competição européia. Quanto ao Real Madrid, o que podemos dizer é que se trata de um time que foi criado para esse momento: conquistar a Europa. Não é a toa que ganhou onze vezes, a taça mais cobiçada do velho continente.