Opinião: o que falta para punir os selvagens que barbarizam o futebol?

Crédito da foto: Reprodução / Youtube

“Não há palavras para descrever”. A icônica frase poderia ser para um gol antológico, mas outra vez refere-se a mais uma ação protagonizada por selvagens nos campos de futebol do Brasil. As imagens de Alagoas, em CRB x CSA, chocam, entristecem, envergonham e revoltam. Reviram o estômago. Por Mané Garrincha e Nilton Santos, o que ainda falta para prender esses bandidos?

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Quem pulou no gramado do Rei Pelé para agredir, trucidar, arrebentar o crânio e espalhar massa encefálica de outro ser humano, o fez por suas próprias decisões. Organizados ou não, todos tinham a opção de não se envolver. Mas se envolveram. Quiseram se envolver. Tiveram prazer na violência.

Não vamos cansar de exigir punição exemplar para qualquer tentativa de assassinato dentro e fora dos estádios de futebol. Os atos PRECISAM ter consequências. As decisões criminosas não podem passar impunes. Não queremos medidas administrativas, cestas básicas, cortes de grama e um “desculpa, senhor” de cabeça baixa. Queremos cadeia, xilindró, sol nascendo quadrado. Prisão para quem atenta contra a vida de outro humano.

O que falta para prender esses caras? Temos câmeras, temos imagens, temos leis, temos sistema judiciário. Falta coragem? Falta culhão? Falta vergonha na cara? Falta competência? É desesperador. O torcedor que ama seu clube, ri, chora e vai ao estádio viver as emoções da bola rolando, não pode ficar refém de covardes acéfalos que se acham valentões.

Assusta pensar que os selvagens que proporcionaram cenas de horror em pleno Dia das Mães possam ser os mesmos que trabalham na nossa empresa, estudam na nossa faculdade, estão ao nosso lado no ônibus. Comem no mesmo restaurante e passeiam no mesmo parque. Estão na escola dos nossos filhos. São nossos amigos, familiares.

A troco de quê?



Mídias Sociais da AS Roma Brasil, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, blogueiro desde 2007 e radialista amador. Escreve sobre futebol italiano, automobilismo e o que aparecer, mas gosta mesmo é de contar boas histórias