Opinião: no Paulistão, quem dá bola é o Santos, o grande campeão

Crédito da foto: Facebook Oficial do Santos

O título foi merecido, o Santos fez um campeonato impecável, e teve a coragem de modificar seu estilo de jogo na final, para conseguir o 22º estadual da história do clube. O Osasco Audax foi valente, mas no Campeonato Paulista, todos sabem que quem manda é o Santos.

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Santos e Osasco Audax jogaram durante todo o Campeonato Paulista com um sistema de jogo semelhante: times ofensivos, que geralmente marcam o adversário desde a saída de bola. A diferença entre os dois estilos era que enquanto o Santos é um time que abusa da velocidade quando está com posse da bola, o Audax abusa da troca de passe, com qualidade, buscando um espaço ou momento de vacilo da marcação adversária para se infiltrar na área e finalizar. Mas na final, ambos os times se estudaram. E isso ficou claro no primeiro tempo da partida de hoje.

O Osasco Audax teve maior posse de bola e foi o time que propôs o jogo desde o inicio, enquanto o Santos se arriscava em alguns contra ataques. Mas isso não quer dizer que foi um jogo onde o Audax fez o que quis, porque a zaga do Peixe estava bem compactada, e o time de Osasco não conseguia se infiltrar na área adversária. O jeito, era arriscar alguns chutes de fora da área, e na única chance de finalização que o Audax conseguiu dentro da área, foi em um chute cruzado de Tchê Tchê, que a bola explodiu na trave.

Se o primeiro tempo tivesse terminado em 0 a 0, ou com uma vitória do Audax, teria sido um resultado justo. Mas, ainda assim, um time que tem Ricardo Oliveira, dificilmente terminará uma etapa com o zero no placar. E foi exatamente graças a ele, que o Santos foi para o intervalo com a vitória parcial por 1 a 0, em uma linda jogada individual do camisa 9. Um placar justíssimo, porque não fugiu do estilo de jogo que o Santos escolheu fazer desde a primeira partida, na semana passada em Osasco.

No segundo tempo, o Osasco Audax partiu mais para o ataque, mas a dificuldade de conseguir entrar na área santista permanecia a mesma. Em compensação, o Santos encontrou mais espaços para o contra ataque, e até teve um gol legitimo anulado pelo bandeirinha, mas para sorte do Santos, não interferiu: no apito final do árbitro, o título ficou com o Peixe.

O Santos foi campeão de uma forma incontestável. A escolha de Dorival Júnior em deixar o Audax tocar a bola e se arriscar em contra ataques, foi sábia. São Paulo e Corinthians fizeram o contrário, tentaram pressionar a equipe de Osasco na saída de bola para forçar um erro, e ficaram expostos, e com isso foram eliminados. O Santos fez diferente. Não jogou como time pequeno, apenas respeitou um adversário que chegou na final eliminando dois clubes grandes, que não chegou à toa na final. Por isso, o título ficou nas mãos de quem mereceu. Não que o Osasco Audax não merecesse, muito pelo contrário, merecia. Mas o Osasco Audax já conquistou algo que era inimaginável quando começou o campeonato: o respeito dos grandes clubes, com uma proposta de jogo que muitos daqueles que riram ou criticaram, ficaram pelo caminho.

No fim, o Santos chegou a sua 22º conquista, ultrapassando o São Paulo e igualando o número de conquistas do Palmeiras. Não houve surpresa, afinal de contas, todos sabem que pelo menos nos últimos anos, no Campeonato Paulista quem dá bola é o Santos. O Santos continua sendo o campeão…