Opinião: E aí Conmebol, o gesto racista de Gambandé vai ser só mais um?

(Foto: Reprodução / Twiiter oficial da Conmbeol)

Na minha opinião, creio que não seja só a minha, há uma conivência muito grande com esse tipo de coisa. Ofende-se alguém por sua cor de pele, ou pelo lugar onde nasceu e fica por isso mesmo, quando acontece alguma punição ela é branda. E aí faço algumas perguntas à FIFA e a Conmebol de quem, sinceramente, não espero receber nenhuma resposta.

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A primeira pergunta é sobre a aceitação de atitudes como essa nos dias de hoje? O homem já foi a Lua, encurtamos todas as distâncias possíveis de comunicação, erradicamos doenças, atravessamos oceanos em aviões potentes e continuaremos avançando mais e mais tecnologicamente. Aliado a isso tudo, o futebol se utiliza de todo tipo de tecnologia, para melhorar sua prática e regras.

Contudo, a má vontade em extirpar posturas como as praticadas pelo senhor Gambandé  parece cada dia maior, basta caneta e papel para se criar dispositivos que realmente punam aqueles que cometem injúrias raciais, com penas mais duras e responsabilização do indivíduo, mas o tema parece mais complexo que as ondas gravitacionais de Einstein, que diga-se de passagem avançaram muito mais nos últimos anos que o combate ao preconceito no futebol.

Outra pergunta é: Qual a importância que atletas como, Pelé, George Weah, Ronaldinho Gaúcho, Roger Milla e René Higuita, tem para a história do esporte?

As vezes sinto que a Conmebol e a Fifa não tem respeito por sua própria história, é inadmissível – pra não dizer vergonhoso – que se desrespeite o que os atletas citados e tantos outros negros fizeram pelo futebol. Muitos são figuras folclóricas, sem as quais o futebol talvez não tivesse a mesma magia ou encanto. Há atletas que deram sua vida em campo como o nigeriano David Oniya ou o camaronês Marc-Vivién Foe e tem em atitudes como essa, sua memória desrespeitada. Qual foi a real importância deles?

Essa vai apenas para a Conmebol: A confederação sabe qual o percentual de negros compõe as nações sul-americanas?

Creio que os cartolas da instituição não tem noção da quantidade de pessoas que se sentem ofendidas quando veem cenas como essa. Deixar que pessoas ruins façam de um esporte, tão amado por tanta gente, se torna mais uma ferramenta de opressão e de desvalorização da auto estima de milhões de torcedores, talvez seja a forma mais cruel de covardia e descaso frente ao desejo de todos os sul-americanos de que haja bem estar e respeito a todos os povos que a compõe, brancos, ameríndios, negros.