Opinião: De 1 a 11 o melhor Atlético-MG que vi jogar

Crédito da foto: Divulgação/Atlético-MG

Eu acompanho futebol desde 1985/86, e vi muitos times bons do Galo, o que dificultou um pouco na criação dessa lista, mas pelo que desenvolvi aqui na minha cachola, creio que ao menos três gerações de atleticanos irão ver nomes conhecidos dentro dela.

Goleiro:

Victor (Está no elenco atual): Vi grandes goleiros com a camisa alvinegra, Taffarel, Veloso, João Leite e tantos outros, mas sem sombra de dúvidas, o São Victor do Horto é o maior ícone atleticano da posição hoje. Jogador que não tem o recorde de João Leite, como jogador que mais vestiu o mando alvinegro, mas foi eternizado não por suas mãos, mas pelo seu pé esquerdo, que talvez represente tudo o que o atleticano é. Somos sempre aquele que torce contra o vento, fugimos ao senso de que o “pé esquerdo” é sinal de azar, pra nós é sorte.

Zagueiros:

Léo Silva ( Está no elenco atual) – O “Capita” ele é o mais claro exemplo do que Kalil diz: “No Atlético você entra funcionário e sai torcedor.”, Léo atravessou a Lagoa da Pampulha – expressão utilizada pra dizer que um jogador saiu do rival pra jogar no Galo e vice versa. Hoje é o maior zagueiro artilheiro da história do clube e faz parte da história com a conquista de títulos importantes, o maior deles a Libertadores 2013. Quase imbatível no jogo aéreo, tanto ofensiva quanto defensivamente é um dos principais ícones da geração atleticana atual.

Luizinho (final dos 1970 e todos os 1980) – Quem não o conhece? Dispensa apresentações, foi o zagueiro daquela que é considerada por muitos, ao lado da seleção de 1970, uma das melhores do futebol mundial. Vi Luizinho jogar pouco, mas o pouco que vi, me mostrou que jogador de defesa não é, necessariamente, sinal de divididas fortes ou trombadas. Há isso também, mas o que fazia a diferença com Luizinho era seu posicionamento. Ele nunca estava atrasado nas jogadas, por que sempre se antecipava a elas.

Laterais:

Marcos Rocha (Está no elenco atual)– É contestado por alguns torcedores e parte da imprensa, devido a sua deficiência na marcação, mas uma coisa é incontestável, é um ótimo apoiador e suas subidas ao ataque, ao lado de Luan sempre representaram grande perigo para as defesas adversárias. Faz parte de uma das gerações mais vitoriosas do Galo e tem uma identificação gigantesca com a torcida.

Paulo Roberto Prestes (Metade dos 1980 e dos 1990) – Um dos jogadores que mais vestiu a camisa alvinegra, um jogador que se não era craque, nunca comprometeu e sempre deu o melhor de si em campo. Tinha bom cruzamento, o que fez com que jogadores como Reinaldo – o comum, não o craque – Ailton, Gerson e alguns outros centroavantes, vivessem momentos muito felizes no Galo. E assim como Rocha, tinha uma identificação enorme com a Massa.

Volante:

Gilberto Silva (Final dos 1990 e parte dos 2000) – Um grande meio de campo, talvez um dos jogadores com maior categoria a vestir a camisa do Atlético. Jogava de cabeça erguida, sem deslealdade no desarme, daqueles jogadores que parecia dizer a quem era marcado: Com licença, vou lhe tomar a bola. Ia lá e tomava.

Isso sem contar as vezes que jogava como zagueiro, sem comprometer em nada, ou quando subia ao ataque para cabecear e era efetivo.

Meias:

Éder Aleixo (Metade dos 1980 e parte dos 1990) – O Bomba de Vespasiano, era um brigador no bom e no mal sentido da palavra, muito raçudo e extremamente habilidoso, com um chute poderosíssimo na canhota. Era o principal trunfo nas cobranças de falta, que batia colocada ou na pancada, um dos poucos jogadores que me lembro ter visto com tamanha facilidade para tiros de longa e média distância.

Ronaldinho (de 2012 à 2014): Gênio… É difícil falar de uma personalidade como o R10. Mas creio que o principal na relação entre ele, o Galo e a Massa, foi o bem que um fez ao outro. Foi mágico, sem mais!

Atacantes:

Marques (Final dos 1990 e parte dos 2000): O “Olé Marques”, em seu último jogo com a camisa do Galo, ele tirou sua camisa, colocou no mastro da bandeira de escanteio e a agitou como se fosse uma bandeira. Depois de tantos serviços prestados em campo – gols e assistências memoráveis – é o autor do milésimo gol do Atlético em Brasileiros, depois de tanto em campo, o cara se declara à arquibancada. É digno da lista.

Tardelli (final dos 2000 e parte dos 2010): Outra história de um jogador abraçado pela Massa, chegou desacreditado, com histórico de indisciplina e uma lesão grave no pulso, veio como parte de um dinheiro que o Flamengo devia ao Atlético, pelo repasse do goleiro Bruno e se tornou ídolo. Fazendo parte e sendo muitas vezes o comandante de uma das gerações mais vencedoras do clube e tem em seu curriculum o gol do título da Copa do Brasil 2014, sobre o rival.

Guilherme (Final dos 1990 e parte dos 2000) – Um centro avante oportunista e matador, é um dos maiores artilheiros da história do Galo, com 139 gols marcados, em 1999 foi artilheiro do brasileirão, curiosamente com o mesmo número de gols marcado por Reinaldo de Lima, maior artilheiro da história do Atlético, em 1977, foram 28 tentos contra as metas adversárias. Curiosamente nas duas oportunidades o time foi vice-campeão nacional.

Técnico:

Levir Culpi ( Passagens nos anos 1990, 2000 e 2010) – Treinador que, na minha opinião, sempre montou equipes com as características que a torcida do Galo mais gosta: Rápidas e Ofensivas. Conquistou alguns títulos importantes para o Atlético, Recopa, Copa do Brasil além do vice campeonato brasileiro 2015.