De 1 a 11: O melhor Cruzeiro que eu vi jogar

Divulgação Site oficial Cruzeiro
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Os gritos ensandecidos do meu pai ao comemorar o título da Libertadores de 1997 são minhas primeiras lembranças como cruzeirense. Na mesma data, ganhei minha primeira camisa estrelada e, mesmo que naquele dia eu não tivesse muita noção da importância daquele título, a felicidade no rosto do meu pai me convenceu de que torcer para o Cruzeiro poderia me fazer muito feliz.

E fez…

De lá para cá, tive a felicidade de comemorar três títulos brasileiros, duas Copas do Brasil, entre outros títulos, o que torna grande a galeria de ídolos do time e árduo o desafio de eleger, entre tantos, os 11 que melhor representaram o Cruzeiro em campo, mas tentarei mesmo assim.

Goleiro: Fábio – Como muito bem disse Galvão Bueno, Dida foi meio time do Cruzeiro na final da Libertadores contra o Sporting Cristal, além das atuações brilhantes que teve nas fases anteriores da competição. Contudo, não posso deixar de iniciar minha seleção azul com Fábio no Gol. Jogador que mais vestiu a camisa do time na história, levantou dois títulos brasileiros e mantêm uma regularidade em suas atuações há pelo menos 6 anos. Ainda assim, é injustiçado por parte da torcida, que atribui a somente ele o hiato de títulos importantes que o time teve de 2003 a 2013. Não compartilho com essa ideia e, assim, Fábio é meu camisa 1.

Lateral-direito: Maurinho – Pela importância exercida na campanha do título brasileiro de 2003, o lateral-direito da minha seleção é Maurinho. Jogador que já havia sido campeão brasileiro pelo Santos no ano anterior chegou ao Cruzeiro e foi um dos grandes destaques daquele time que beirou a perfeição em 2003.

Zagueiros: Luizão e Dedé – Outro que despontou no time campeão brasileiro em 2003, Luizão foi importantíssimo naquele que foi o ano mais brilhante da história celeste. Além das boas atuações, teve seu nome marcado na história do time ao marcar um dos gols na final da Copa do Brasil contra o Flamengo. Seu companheiro de zaga na minha seleção é Dedé. Poderia ser Edu Dracena ou Cris, mas Dedé foi bicampeão Brasileiro com atuações magníficas e gols importantes e marcantes, como o contra o Cerro Porteño nas oitavas de final da Libertadores de 2014.

Lateral esquerdo: Sorín – E não poderia outro. Como poucos, Sorín combinava raça e bom futebol. Sangue, suor e total entrega em campo resumem sua passagem pelo time celeste. Um gol antológico no último jogo de sua primeira passagem pelo time, na final da Sul Minas contra o Atlético-PR colocou o argentino de vez na galeria de ídolos cruzeirenses.

Volantes: Ricardinho e Ramires – Jogador que mais ganhou títulos com a camisa do Cruzeiro, Ricardinho não poderia ficar de fora desta seleção. No total, foram 15 títulos e 441 partidas pelo Cruzeiro, sendo peça fundamental do time azul no grande número de títulos conquistados pela equipe na década de 1990. Ao contrário de Ricardinho, Ramires não conseguiu muitos títulos com o Cruzeiro, mas seu futebol ofensivo e moderno e seus constantes gols contra o Atlético-MG, numa época em que o time alvinegro ficou um bom tempo sem vencer o Cruzeiro deram muitas alegrias ao torcedor do celeste que sonha com a volta do “queniano azul”, como diz Alberto Rodrigues ao maior time de Minas.

Meias: Éverton Ribeiro e Alex – Everton Ribeiro foi o grande nome do Cruzeiro bicampeão brasileiro em 2013 e 2014. Seu futebol insinuante, seus dribles e belos gols fazem a torcida do Cruzeiro suspirar de saudade. Merece estar na seleção por sua importância para time e pelo gol antológico que fez contra o Flamengo na Copa do Brasil, o mais bonito que já vi o Cruzeiro marcar. E por falar em golaço contra o Flamengo na Copa do Brasil, o outro meia da minha seleção é o genial Alex. Ele, que marcou de letra contra o time rubro negro na final da CB 2003, colecionou golaços e lances magistrais com a camisa do Cruzeiro e comandou o time campeão brasileiro em 2003. Afirmo sem medo de errar: Alex é o melhor jogador que vi atuar pelo Cruzeiro.

Atacantes: Marcelo Moreno e Marcelo Ramos – Difícil escolher dois entre tantos bons atacantes que já vi atuar pelo Cruzeiro. Fred, Kléber, Aristizábal, Deivid… Sei das limitações técnicas do boliviano Marcelo Moreno, mas sua participação fundamental no título brasileiro de 2014 conta para sua presença aqui. Sua entrega e sua paixão por vestir a camisa azul estrelada conquistaram não só a mim, mas a todo cruzeirense que, tanto quanto o próprio Moreno, sonham em ver o jogador novamente com o manto celeste.

Seu companheiro de ataque é Marcelo Ramos. A década de 1990 que viu atacantes polêmicos como Paulo Nunes, Viola e Edílson viu também o tímido Marcelo Ramos que sem gostar muito de aparecer, marcou gols importantes, inclusive o do título da Copa do Brasil de 1996 contra o poderoso Palmeiras em pleno Parque Antártica e, com isso, marcou também seu nome na história do clube. Matador por ofício, Marcelo Ramos marca também presença nessa seleção.